Carlos Augusto, proprietário da rede 100% Vídeo, lembra que a pirataria afetou profundamente o mercado de locadoras de vídeos no Brasil, chegando a fechar mais de 12 mil unidades no País no período de 2006 a 2010.
No entanto, ele comemora a volta do interesse nas videolocadoras. Segundo Augusto, o retorno do interesse se deve ao pequeno número de videolocadoras disponíveis, à ascensão da classe média - que está comprando televisores de alta definição - e ao crescimento da procura pelo Blu-Ray, cuja cópia ainda é inviável. Para o ano seguinte, a rede planeja abrir mais 10 filiais pelo Brasil.
Com todos os aparatos para poder assistir a filmes em full HD em casa, o engenheiro Gilson Luiz Correia destaca que todo este investimento precisa compensar e ser, de fato, desfrutado - com mídias originais. Para isso, ele aluga discos Blu-Ray na locadora física. ''As pessoas entram no critério de que (mídias piratas) vão estragar o aparelho, mas não é só isso. Não tem qualidade. Para quem é cinéfilo, tem que ter um mínimo de qualidade.''
Já o oficial de justiça Gláucio Luiz da Silva é da opinião de que, ao optar pelas tradicionais videolocadoras, está deixando de alimentar a pirataria. ''As pessoas acham que não tem problema, que os seus R$ 10 não vão fazer diferença. Digo para muitos amigos meus que não vale a pena. O dinheiro acaba indo nas mãos da bandidagem, do crime organizado.''
Além disso, ele diz prezar pelo atendimento presencial proporcionado pelas videolocadoras. ''Posso conversar com as pessoas sobre produtos, filmes, trocar ideias...''(M.F.C.)

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