Jay Dougherty,
Deutsche Presse
De Washington
Feliz o leitor que tem sua máquina turbinada e atualizada; mas àquele que não tem acesso imediato à voragem de tecnologias que se sucedem, algumas dicas e endereços valiosos podem tirá-lo do sufoco
Às vezes é difícil se despedir do velho computador, especialmente quando este ainda pode prestar bons serviços. Desta vez discutiremos como tirar proveito do antigo laptop, como prolongar a vida da velha impressora e as vantagens de continuar usando o velho monitor junto ao novo.
Suponhamos que você comprou um laptop 486 usado e instalou nele o sistema operacional Windows 98. No entanto, o equipamento tem funcionamento muito lento e você se pergunta como melhorar seu rendimento. Geralmente, dar um upgrade a um velho laptop colocando mais memória ou um disco rígido mais rápido não é uma boa idéia. Primeiro porque as partes lhe sairão muito caro, apesar de ser possível encontrá-las. Melhorar um computador portátil sai geralmente mais caro que modernizar um microcomputador, e isto é duplamente certo no caso de equipamentos velhos.
Pelo contrário, a melhor forma de melhorar o rendimento de um laptop é usá-lo com o software da geração para a qual foi construído. Em outras palavras, use os velhos aplicativos.
Os laptops produzidos com o processador 486 da Intel, como também os primeiros modelos Pentium, funcionavam bem com os sistemas DOS, Windows 3.1 ou ainda o Windows 94, e com os programas feitos para esses sistemas operacionais. O programa Windows 98 exige muito do chip 486, e com toda segurança o equipamento não tem memória suficiente para os sofisticados aplicativos que surgiram depois do Windows 98.
Pense primeiro nos programas que você necessita realmente e depois determine se pode trabalhar com versões anteriores desses aplicativos em um velho sistema operacional. É muito provável que tudo que você necessita possa fazer perfeitamente com o Windows 95 ou até mesmo com o Windows 3.1 instalado em seu laptop. Basicamente, quanto mais antigo for seu sistema operacional e seus aplicativos, melhor será o rendimento.
Segundo caso: você comprou uma nova impressora colorida jato de tinta, mas se deu conta de que a velha impressora laser fazia melhor o trabalho em preto e branco. Como conectar duas impressoras no computador, já que o aparelho só tem uma conexão para impressoras?
Neste caso, a melhor solução é acrescentar uma nova porta paralela (a conexão usada para as impressoras), mediante uma placa adicional. Antigamente - no fim dos anos 80 - os computadores vinham com duas portas paralelas. Isto desapareceu nos novos aparelhos, uma coisa lamentável, especialmente agora, quando muitos equipamentos - não só impressoras - podem ser conectados ao computador através da porta paralela.
Pode-se evitar a compra e instalação de uma segunda porta paralela se uma das impressoras aceitar uma conexão em série. Muitos computadores vêm com duas portas em série, das quais só uma é usada - com o mouse, por exemplo. Também se pode comprar um comutador, que permite usar duas impressoras paralelas em uma só porta paralela.
A solução mais elegante é através de uma segunda porta paralela. Tanto a conexão em série como o comutador têm desvantagens. As conexões em série são muito lentas, e o no caso do comutador tem-se que acioná-lo toda vez que se quer mudar de impressora. Com uma segunda porta paralela, ao contrário, pode-se usar uma impressora na porta paralela 1 (LPT1) e a outra na 2 (LPT2).
As placas de expansão de porta paralela tampouco são caras - cerca de US$. Deve-se acrescentar também o custo de um segundo cabo paralelo para a segunda impressora.
O único inconveniente de se acrescentar uma segunda porta paralela é de não se ter o que se chama ‘‘interrupt request line’’ (IRQ). A segunda porta paralela (LPT2) necessita do interruptor IRQ5, que é também usado por default pela maioria das placas de som. Se você não dispõe de um canal IRQ, use a nova porta mesmo assim. O Windows não necessita de um IRQ para trabalhar corretamente com ele.
Terceiro caso: Suponhamos que você comprou um novo monitor, e se indaga se o Windows 98 pode trabalhar com dois monitores, e se isso vale a pena. Incrível, porém certo: o Windows 98 é capaz de reconhecer até nove monitores, mas ninguém usa mais de dois. Mas, antes de decidir o que fazer, pense nos problemas.
Primeiro, ao usar dois monitores você deve ter duas placas gráficas em seu computador - seja PCI ou AGP. Os antigos adaptadores de vídeo ISA não servem. Note também que não há placas-mãe com duas conexões AGP. Assim, se você já possui uma placa de vídeo AGP, a outra deve ser do tipo PCI.
Segundo, para evitar uma dor de cabeça, assegure-se de que o Windows 98 tem os ‘‘drivers’’ para as duas placas de vídeo já instaladas no sistema operacional. Isto, porque o ‘‘driver’’ de vídeo para o segundo monitor deve apoiar a função para monitores duplos, e muitos poucos fabricantes incluem em seus ‘‘drivers’’ apoio à função ‘‘monitor dual’’, especialmente se são velhos.
A instalação consiste basicamente em conectar a segunda placa de vídeo no sistema, conectar o segundo monitor e depois instalá-lo mediante a função ‘‘acrescentar novo hardware’’ do Painel de Controle do Windows 98. Como a coisa é complicada, o melhor é procurar ajuda especializada. Na Web existe um site que se chama ‘‘Como usar dois monitores com o Windows 98’’ (‘‘Using Two Monitors with Windows 98’’, em www.gamecenter.com/Hardware/Doit/2monitors).
Por fim, saiba que o Windows 98 e sua próxima versão, o Windows 2000, com lançamento mundial previsto para esta quinta-feira, são os únicos sistemas operacionais que apoiam o uso de vários monitores.

mockup