Vale do Silício precisa de técnicos
France Presse
Com 30 anos de vida, o Vale do Silício (Silicon Valley) da Califórnia, área que recebeu incentivo do governo dos Estados Unidos para pequenos empreendedores do setor de informática, abriga centenas de empresas do setor e é uma das regiões de maior renda per capta do mundo. Apesar disso, não consegue gente especializada para preencher o número de empregos que oferece. Por isso, recorre aos estrangeiros sem qualquer constrangimento.
Da Intel a Netscape, passando por dezenas de ‘‘start-ups’’ - as pequenas e sólidas emergentes do vale, a queixa é igual: precisamos de mais programadores, pesquisadores, engenheiros e analistas de sistemas.
É o novo ‘‘déficit da América’’, segundo uma recente pesquisa do Departamento de Comércio. Um estudo da Associação de Tecnologia da Informação dos EUA e do Instituto Politécnico da Virgínia calcula em 346 mil o número de empregos disponíveis neste setor econômico nos Estados Unidos. Ou seja, 10% do total de postos de trabalho neste setor.
O mais incrível é que a região é uma das mais belas do mundo, não tem poluição e fica perto de São Francisco, cidade que muitos consideram uma das mais bonitas e de melhor qualidade de vida do mundo.
A cidade de San José tem pelo menos 50 mil vagas no setor de informática. Os passes dos técnicos são comprados a peso de ouro. A maioria das empresas paga mais de 14 salários por ano. ‘‘Mas este é um problema que só será resolvido a longo prazo’’, disse Tracy Koon, uma das assessoras de comunicação da Intel. ‘‘Mas que temos que resolver jᒒ, ironizou. Como o número de estudantes dos EUA diplomados em informática caiu em 40% nos últimos dez anos, uma das únicas soluções imediatas é importar mão-de-obra. Koon disse que ‘‘provavelmente 10%’’ dos técnicos contratados pela Intel, no ano passado, vieram de fora.

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