Vacina anti-Aids desafia cientistas
Em três anos os pesquisadores do Pasteur Mérieux Connaught poderão testar a eficiência da vacina anti-Aids. De acordo com o especialista em imunologia, Benjamin Rovinski, a vacina contra a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida apresentou o melhor resultado dos últimos dez anos com o surgimento de anticorpos e linfócitos T antitóxicos. Os primeiros testes foram realizados com voluntários nos Estados Unidos e França, onde o Instituto de Pesquisa mantém duas unidades. A terceira, está localizada em Toronto (Canadá).
Para 1997 está prevista a segunda fase dos testes com voluntários, nos Estados Unidos. Lá será avaliada além da segurança, a imunicidade desta vacina. Depois analisaremos cuidadosamente para decidir se entramos, ou não na terceira etapa, disse Rovinski, em entrevista, durante o seminário Vaccinology96, que reuniu cerca de 170 dos melhores especialistas em imunologia e infectologia de 12 países. O seminário foi realizado nos dias 22 e 23 de novembro, em Foz do Iguaçu.
Encontrar uma vacina contra a Aids é considerado um desafio para os cientistas. O Pasteur Mérieux, por exemplo, mantém uma equipe de 50 profissionais diuturnamente nesta pesquisa que consome aproximadamente 15% do total de recursos destinados a investigação científica. Anualmente o Instituto investe cerca de U$ 150 milhões para pesquisa. Outras quatro companhias concorrem na busca desta fórmula. (A.M.M.)





