Útero da mãe conta na definição do QI
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de setembro de 1997
Agência Estado e Reuter 
O debate sobre se o quociente de inteligência (QI) é influenciado pelos genes ou pelo ambiente - natureza versus criação - teve um impulso adicional com um artigo na revista Nature. No artigo, Bernie Devlin, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburh e da Universidade Carnegie-Mellon em Pennsylvania (EUA), e colegas mostraram que um fator previamente negligenciado - o ambiente do útero da mãe - conta muito na definição do QI de uma pessoa durante a vida. O efeito materno de um útero dividido, em vez de genes divididos, ajuda a explicar porque gêmeos que dividem o ambiente uterino tendem a ser mais parecidos no QI do que gêmeos não univitelinos, que podem ter experimentado uma série de circunstâncias diferentes no útero.
A implicação dessa descoberta é clara: a contribuição genética para a inteligência é menor do que se esperava. Os pesquisadores sugerem que uma vez que o efeito maternal é levado em consideração, a genética explica apenas 34% da variação nas taxas de QI entre pais e filhos, e 48% da variação na população em geral: isto é, o ambiente contribui com mais da metade.


