"No dia seguinte (ao lançamento do provedor da Sercomtel), havia 15 pessoas em frente à operadora com o computador debaixo do braço", conta Laerte Paludetto. Eles pediam ajuda para configurar a internet em suas máquinas. Como tudo ainda era novidade e poucos sabiam usar a internet, a Sercomtel passou então a realizar, aos sábados, treinamentos para ensinar as pessoas a usar a rede mundial de computadores. "Hoje é tudo muito intuitivo, até meu neto sabe usar melhor do que eu, mas na época era novidade", conta Paludetto.
Mesmo os navegadores, na época, não eram tão acessíveis quanto hoje – eram pagos e, quando o cliente assinava o serviço de internet, recebia um kit com disquetes contendo o programa para instalar no computador.
A Prefeitura de Londrina foi um dos primeiros usuários em Londrina, afirma Edvaldo de Alcântara Oliveira, diretor do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) do município. A internet era útil para a prefeitura mandar e receber e-mails e documentos. Na época, a administração pública dispunha de um link de internet de 2 Mbps para todos os mais de 250 locais da administração. Hoje, o link é de 100 Mbps.
De acordo com Roberto Nishimura, da Sercomtel, apenas acadêmicos da área de computação e médias e grandes empresas com setor de TI consolidado utilizavam a internet de início. A popularização veio apenas nos anos seguintes, com o barateamento dos preços dos computadores, evoluções do sistema operacional e o surgimento de programas que podiam ser utilizados também por pessoas que não eram da área de informática. Em valores atuais, os consumidores pagavam a partir de R$ 20, R$ 30 ao mês para usar a internet, valor que podia ser aumentando de acordo com a velocidade contratada e o volume de tráfego utilizado. (M.F.C.)

mockup