Uso se baseia na confiança
Como também mostra o número de integrantes da comunidade Bitcoin no Brasil, a moeda ainda é vista com certa resistência. "A maioria dos adeptos são jovens, aficionados por tecnologia ou pessoas com direcionamento político que veem as moedas virtuais como uma forma de contrapor o sistema monetário vigente", opina Adail Roberto Nogueira, professor da área de Ciência da Computação do Centro Universitário Filadélfia (Unifil). "Claro, existem também aqueles que buscam uma forma de usar as moedas virtuais para transações ilícitas ou burlar o sistema tributário."
Na opinião do economista Renato Pianowski, se a moeda serve como meio de troca, tem valor de reserva e é divisível, é válida. "O que não pode é 'micar'", avalia, ou seja, não ser aceita no comércio. Para ele, a moeda também é válida se faz com que seja possível fugir de taxas como as do cartão de crédito, tanto para o consumidor quanto para o comerciante, algumas consideradas pelo economista "um assalto à mão armada". "O Brasil tem que estar aberto a novidades."
Por ser 100% virtual, as transações com Bitcoin baseiam-se totalmente na confiança entre os usuários, continua o professor Adail Nogueira. "Um BTC vale tanto quanto alguém estiver disposto a pagar por ele em um determinado momento do tempo."
Ele também alerta para a sensação que a moeda virtual passa de ser anônima. "Isso não é verdade. Todas as transações são rastreáveis, o que não existe são convênios dos departamentos de auditoria e investigação dos diversos países com os provedores destas moedas digitais."(M.F.C.)





