Uso do reator é fundamental no processo
Uso do reator
é fundamental
no processo
Em Londrina, a UEL fez experimentos em 96 e 97 utilizando o sistema de leiras revolvidas. Agora, os testes são feitos num reator piloto montado na própria universidade. Acreditamos que o reator otimiza o processo, pois há um controle mais preciso do ar e da temperatura, justifica a responsável pela automação do projeto, professora Silvia Galvão de Souza. Com o reator, é possível transformar o lodo em fertilizante num prazo médio de dez dias. Nos outros sistemas, a mudança demora meses para ocorrer e a probabilidade de erros é bem maior.
O funcionamento do reator é simples. Os resíduos são colocados dentro do reator, junto com o lodo. O compressor é acionado e injeta vazão de ar dentro do equipamento, que percorre toda a matéria orgânica e passa por um analisador de oxigênio. Todo o processo demora poucos dias, assegura a professora Silvia Galvão de Souza, responsável pela automação do reator.
Ao contrário do sistema de leiras, o reator não ocupa um grande espaço. Ele pode ser instalado em qualquer lugar com alguns metros quadrados disponíveis. Sua dimensão deve levar em conta a quantidade de lodo produzida na cidade. O equipamento demora de 7 a 20 dias para processar a mistura de lodo e resíduos estruturais, transformando-a em adubo.
No primeiro teste realizado em Londrina, no final de setembro, o reator não teve o desempenho esperado. Foi preciso alterar vários mecanismos e trocar válvulas reguladoras de ar. Estamos trabalhando num experimento e é preciso levantarmos os problemas para consertá-los. Só assim o reator poderá funcionar perfeitamente, comenta o professor. Novos testes começam a ser feitos no próximo mês com o lodo gerado pela Sanepar, durante o tratamento de esgoto.
O reator piloto da UEL é pequeno. Tem capacidade para compostar apenas 300 litros de resíduos. Mais que o tamanho, os professores estão interessados em avaliar a eficiência do equipamento. Isso porque o experimento vai servir de base para o planejamento de grandes projetos. A universidade pretende firmar parcerias para instalar uma usina de reciclagem em Londrina, tendo a compostagem como uma das alternativas. Dessa forma, todo o lodo gerado na cidade terá um destino certo. Queremos transformar os resíduos num produto que tenha valor no mercado agronômico, admite Fernandes.(A.C.)





