Use seu próprio aplicativo
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quarta-feira, 07 de maio de 2014
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Depois do fenômeno do Bring Your Own Devices (BYOD), termo que se tornou jargão no mundo da tecnologia, agora é a vez do Bring Your Own App (BYOA). O primeiro diz respeito ao costume que os profissionais adotaram de levar seu próprio dispositivo móvel tablet e/ou celular ao trabalho, e utilizá-lo para fins corporativos dentro e fora da empresa. Já o segundo tem relação com o hábito de instalar, por conta própria, aplicativos nos equipamentos da empresa.
Os dispositivos móveis impulsionaram este hábito, diante da ampla oferta nas lojas de apps. Mas instalar o próprio aplicativo pode trazer riscos ao celular, ao tablet e ao computador, entre eles as ameaças cibernéticas. Isso é o que diz a gerente de propriedade intelectual e antipirataria da Microsoft Brasil, Vanessa Fonseca. Segundo pesquisa realizada pela empresa, uma grande parcela de funcionários instala softwares em seus equipamentos de trabalho sem o conhecimento da companhia. Este índice chega a 38% na América Latina, número maior que a média mundial, de 27%.
"Esse fenômeno pode ocasionar problemas de diversas naturezas para as empresas. De acordo com a pesquisa, 75% dos executivos-chefes de TI entrevistados já notaram algum problema decorrente dessa prática. O aumento de ameaças cibernéticas é apontado como o maior para 51% deles", conta Vanessa.
Na visão de Wagner Bernardes, head de Integração de Soluções e Consultoria da Orange Business Services Brasil empresa mundial fornecedora de Tecnologia da Informação (TI)-, por outro lado, o uso de aplicativos pode aumentar a produtividade, a colaboração, a comunicação e a mobilidade corporativa entre os profissionais. "Claro que há riscos que precisam ser mitigados", ressalva. "Por mais que cada um tenha uma necessidade específica e personalizada, para se ter controle e segurança das aplicações que serão trazidas ao ambiente de trabalho, as empresas devem definir quais aplicações serão úteis aos funcionários, colocando a tecnologia a favor do negócio da empresa."
Para manter este controle, o departamento de TI tem o papel de definir as políticas de segurança e as aplicações que podem ser baixadas. Também deve gerenciar as aplicações, separando o que é pessoal do que é corporativo, e aplicar medidas como a criptografia para manter os dados corporativos seguros.
A indústria de produtos odontológicos Angelus, de Londrina, fornece tablets e smartphones para colaboradores que têm a demanda de uso destes aparelhos. "Com estes recursos, a empresa ganha muito em acesso fácil e instantâneo a informações atualizadas, simplicidade e modernidade no acesso e versatilidade para as diferentes demandas, como atendimento a clientes, reuniões externas e outros", afirmam Maria Ester Falaschi, gerente de Recursos Humanos, e Luiz Gustavo Branco, administrador de Redes da Angelus.
Para isso, a empresa mantém uma Política de Segurança da Informação, que orienta os colaboradores sobre "o uso racional e seguro dos recursos". A instalação de aplicativos nos dispositivos é controlada. "Todos os softwares precisam ser instalados pelo administrador", explica Branco. Além disso, os colaboradores não possuem acesso à rede da empresa a partir dos seus próprios dispositivos.
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