Universo pode ter 12 bilhões de anos
Agência Estado
Medições precisas da distância da Terra em relação a certas estrelas sugerem que o universo tem cerca de 12 bilhões de anos, um pouco menos do que cálculos anteriores, segundo uma equipe de astrônomos da Nasa, a agência espacial norte-americana.
Alguns cientistas acreditam que os cálculos da Nasa estão equivocados e que um dos problemas fundamentais da astronomia ainda não foi resolvido.
Um equipe de 27 astrônomos - financiados pela Nasa e chefiados por Wendy Freedman, do Instituto Carnegie de Washington - divulgou os resultados de um trabalho de oito anos para medir a distância em relação a 800 estrelas escolhidas para calcular a velocidade em que as galáxias se separam no universo.
O cálculo dessa velocidade, chamado Constante de Hubble, era uma prioridade do telescópio espacial da Nasa porque o resultado é um fator crítico para determinar a idade do universo.
Freedman acrescentou que a Constante de Hubble está computada com uma precisão de 10% e que esse valor, combinado a outras medidas, permite estimar a idade do universo em cerca de 12 bilhões de anos. O número poderia elevar-se a 13,5 bilhões se as hipóteses sobre quantidade de matéria no universo mudarem com novos estudos.
Mas o célebre astrônomo Allan Sandage, cuja equipe dos laboratórios Carnegie em Pasadena, Califórnia, busca a Constante de Hubble desde 1968, rechaça o anúncio. Se a Nasa pretende dizer que o problema está resolvido, nós não aceitamos, diz Sandage.Eles anunciaram uma cifra definitiva e estão errados. Freedman disse que sua cifra tem precisão de 10%. Para Sandage o número apresentado pela Nasa é muito elevado.





