O gerente de loja Richard Piveta diz que 50% das vendas de computadores são para estudantes universitários. Famílias com filhos estão entre os 30%. Nesses dois casos os consumidores levam agregados a impressora e o scanner. Escolas e professores compram 20%. As vendas, segundo Piveta, são impulsionadas pela facilidade e rapidez em realizar pesquisas escolares.
Por conta das inúmeras tarefas do colégio, a estudante Flávia Testa, de 11 anos, ganhou do pai, há quatro meses, um micro 486. ‘‘Só para aprender a mexer’’, revela Flávia. No começo, Flávia não teve nada do que reclamar, mas agora já está exigindo um modelo novo. Aplicativos modernos e acesso rápido à internet são as razões que levam Flávia a defender a necessidade da compra. ‘‘O problema é o preço. E no momento também estou querendo um piano’’, comenta Flávia. O pai diz que, por enquanto, vai instalar a internet ‘‘para ela ir quebrando o galho’’.
Pai de três filhos de 13, 11 e 8 anos, o urologista José Renato Monteiro Fabretti assegura que ter apenas um computador em casa não é um problema tão grande como se imagina. ‘‘Eles aprenderam a dividir bem o tempo. Basicamente usam para deveres da escola e no fim de semana ficam conectados à internet, nas salas de bate-papo’’, comenta Fabretti. Segundo ele, para breve os filhos vão contar com mais um micro, com scanner e câmera, trabalhando em rede. ‘‘Por hora o esquema é a fila’’.
Casado e sem filhos, o analista de suporte Denoir Rosa, 29 anos, tem um Pentiun 400, que é mais usado pela esposa, Carolina. ‘‘Como trabalho com computadores, só uso para baixar os e-mails’’. Segundo o analista, a esposa é a maior usuária do micro. ‘‘Ela tem seu próprio diretório e diferentes pastas para agenda telefônica, culinária e anotações’’, explica. Denoir diz que a internet e o banco on-line são bastante utilizados pela esposa. ‘‘Ela nunca mais enfrentou fila’’. garante. Ele acha que o modelo que tem em casa é suficiente para o que o casal necessita. (M.B.)