Uma grande revolução em aúdio e vídeo
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quarta-feira, 03 de setembro de 1997
Agência Estado 
DivulgaçãoEsperaOutras marcas devem lançar novo produto somente no começo do ano que vemQuem esteve acompanhando a novela do desenvolvimento da tecnologia do Digital Versatile Disc, conhecido também por DDV, certamente foi pego de surpresa com o anúncio da Gradiente em jornais e revistas de domingo. A chegada ao mercado do modelo DVD-5000 não surpreende só pelo fato de ser o primeiro no Brasil com a nova tecnologia, mas também por suas características.
As diversas indústrias envolvidas com o projeto do DVD - como as de eletrônicos, informática, cinematográfica e musical - chegaram a um acordo e dividiram o planeta em seis regiões distintas, cada qual com um código específico para o funcionamento, tanto do software quanto do hardware. Esta decisão foi tomada principalmente por pressão dos grandes estúdios de Hollywood, que não queriam correr o risco do surgimento de cópias piratas de seus filmes para um aparelho tido como o sucessor do videocassete.
Mas um dos grandes atrativos do DVD-Vídeo da Gradiente é a capacidade de reproduzir tanto os discos feitos para o mercado norte-americano (definido como região 1) quanto os que serão futuramente produzidos para o Brasil (região 4). O gerente de Marketing de Áudio e Vídeo da empresa, César Cruz Hamze, afirma que a intenção não é a de quebrar o acordo feito pelas grandes empresas mundiais. Não queremos enfrentar o consórcio. Nossa preocupação é com o consumidor, afirma. Queremos que o brasileiro conheça a tecnologia agora, utilizando discos importados, e não fique prejudicado quando softwares para DVD começarem a ser produzidos aqui. Esta lei é contra a idéia de globalização, complementa.
Quem comprar o DVD-5000, por um preço médio de R$ 1,3 mil, ganha um filme (a fábula Jumanji ou a aventura de 007 Golden Eye), com opções para áudio e legenda em inglês, francês e espanhol. Os softwares podem ter como configuração máxima de 32 idiomas para legenda e 8 dublagens nos canais de áudio.
A iniciativa da Gradiente surpreendeu as empresas que planejam lançar seus aparelhos no Brasil, como Diamond, Panasonic, Philco, Philips, RCA, Sharp e Sony. Com suas versões da região 1 já no mercado norte-americano, elas só estavam esperando o Brasil se abastecer de softwares para a região 4 para colocar seus modelos no mercado.
A Gradiente não teme retaliações. Não sabemos o que eles podem fazer. Não existe legislação no Brasil que regulamente a tecnologia DVD, afirma César Hamze. Os DVD-5000 são montados na Zona Franca de Manaus com peças de diversas companhias estrangeiras, sendo que nenhuma delas faz parte do consórcio que regulamentou as regras de utilização da tecnologia.


