Um laboratório que promete revolucionar o mundo do e-commerce. Assim é o TecComm, criado em parceria da PUC do Rio de Janeiro com a IBM, e coordenado pelo diretor do departamento de informática da universidade, Carlos José Lucena. ‘‘Na verdade, o TecComm representa 50% de nosso Laboratório de Engenharia de Software (LES)’’, explica ele. ‘‘A outra metade é voltada para projetos educacionais. Desde 1996, quando a Web passou a ser a principal plataforma para a qual se destinava o desenvolvimento de software, decidi direcionar nossos projetos para ela. Hoje, temos 12 protótipos sendo trabalhados, e inclusive empresas que surgiram a partir do projeto.’’
Um exemplo é a EduWeb, responsável pela solução 2BuyNet, ferramenta totalmente customizável para a construção de lojas on-line. Segundo Luidi Fortunato, diretor de tecnologia da EduWeb, a linguagem usada é uma extensão do html com mais tags, o que torna mais flexível o design. ‘‘Além disso, o sistema de administração das lojas é simples, podendo ser atualizado rapidamente’’, diz Lucena.
Já projetos como o V-Market e o Commerce Pipe são da M4U (pronuncia-se m for you; a sigla significa Mobile For You), esclarece Ayrton Maia, desenvolvedor e sócio da empresa. O V-Market é uma aplicação C2C (consumer to consumer) que cria praças virtuais voltadas para mercados específicos. ‘‘Por exemplo, você quer vender ou comprar livros’’, diz Ayrton. ‘‘Então monta, com a ferramenta, uma praça on-line só para eles e, através de agentes de software automáticos, pode negociar da maneira que quiser.’’
Mas o que são, afinal de contas, estes tais agentes de software – aliás, presentes em parte dos projetos do TecComm? Trata-se de intermediários eletrônicos do usuário, cujo perfil ele mesmo define e através dos quais pode se eximir de ter de entrar a toda hora num site para tomar decisões. Em outras palavras, se você está ‘por aqui’ de fazer compras na Internet, pode acionar (dentro deste V-Market, naturalmente) o seu negociador na praça, deitar numa rede e relaxar.
Os agentes também estão presentes no projeto Commerce Pipe, um leilão reverso automatizável (ou não, ao bel-prazer do usuário). E eles podem ser programados para fazer uma compra rápida, sem discutir muito o preço; barganhar um pouco; ou exigir o menor preço possível.
‘‘Isso no caso da compra’’, diz Ayrton. ‘‘O processo se inverte quando o perfil é de um agente de venda. Na versão que chamamos de greedy (guloso, ganancioso), ele segura o preço até o fim.
Tanto o V-Market quanto o Commerce Pipe já têm protótipos WAP, desenvolvidos em WML. Através de seu telefone celular, o usuário pode receber e fazer propostas apenas com o pressionar de algumas teclinhas.

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