Um novo lar para a humanidade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de outubro de 1997
Iara Lessa Londrina 
Depois que o astronauta norte-americano Neil Armstrong pisou em solo lunar pela primeira vez no dia 20 de julho de 1969, muitas descobertas foram feitas pelos cientistas. Esse satélite natural, que fica a cerca de 400 mil quilômetros da Terra e que mede pouco mais de um quarto do diâmetro da Terra (3.456 quilômetros de diâmetro), tem sua superfície tão grande quanto as américas do Norte e do Sul juntas. Sua massa tem apenas 1/80 da massa da Terra, mas a Lua, fonte de muitos mistérios e musa dos poetas, é um mundo morto.
Com a gravidade da superfície de um sexto da Terra, a Lua gira tão lentamente que o dia e a noite podem durar cerca de duas semanas cada um. Durante esse longo dia a temperatura sobe mais do que 100 graus Centígrados e, como não tem atmosfera, não há meios de filtrar as radiações da luz do Sol ou queimar pequenos meteoritos que possam atingí-la, causando-lhe crateras (veja box). Durante à noite, a temperatura desse satélite natural é semelhante a temperatura da gelada Antártica. Como não há campos magnéticos na Lua, os raios cósmicos não são afastados, tornando o lugar hostil para o homem.
Mas a idéia de terraformar (fazer da lua um mundo semelhante à Terra dando a ela qualidades que são fundamentais em nosso planeta, como atmosfera e água) está deixando de ser coisa de ficção científica (leia matéria principal) e promete ser, talvez em um futuro não muito distante, um novo lar para a humanidade.


