Um museu ao ar livre
Um museu ao ar livre
A segunda parte do passeio pelo museu acontece do lado de fora, no Parque da Ciência. Trata-se de uma praça com grande variedade de experimentos para serem feitos pelos estudantes. Há bicicletas que, ao serem pedaladas, acendem uma luz; um moinho que, usando a energia do vento, faz levantar um cilindro de água e experimentos com cordas, sons, entre tantos outros, que ajudam a transmitir conhecimentos através de brincadeiras.
À medida que participa das experiências, o visitante passa a entender a função das várias formas de energia na vida do homem, inclusive na comunicação. Há uma área dedicada à história da linguagem, com pedras onde estão gravadas desde pinturas rupestres até a linguagem dos números binários, passando por hieróglifos e alfabeto latino. Um grupo de monitores treinados acompanha os visitantes e responde suas perguntas.
No Parque da Ciência, a maior atração é também a reprodução de uma célula aumentada milhões de vezes. Mas, nesse caso, trata-se de uma célula animal que pode ser escalada. Em seu núcleo, há uma pequena sala com uma televisão a ser adotada em eventos especiais que usem vídeos educativos.
Também faz parte do Museu da Vida uma lona dentro da qual são apresentadas peças de teatro cujos temas tenham algum enfoque científico. Esse projeto é chamado Ciência em Cena. Após cada apresentação, realiza-se um debate.
No fim do agitado percurso educativo, como opção para as crianças menores, pode ser feito um passeio pela Fiocruz em um pequeno trem que passa ao lado das atrações do Museu da Vida.
De acordo com José Ribamar Ferreira, coordenador executivo do Museu, o projeto como um todo levou cinco anos para tornar-se realidade. Para sua construção, que custou em torno de R$ 10 milhões, a Fiocruz contou com a ajuda do Programa de Apoio ao desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT).
Existe ainda a intenção de se construir um complexo de difusão cultural e científica vinculada à Fiocruz em uma área de 22 mil m2. Entretanto, a idéia ainda está engatinhando, seu orçamento não está pronto e não há previsões para o início de sua realização.
O Museu da Vida abre de terça a sexta-feira, das 9h às 17h. Até setembro, a entrada é gratuita. Depois desse mês, serão cobrados R$ 5 (adultos) e R$ 3 (crianças). O endereço é Av. Brasil, 4.365, Rio de Janeiro. As visitas devem ser marcadas pelo telefone (0XX21) 590-6747.





