A grande barreira para o aumento do desempenho dos microcomputadores atualmente não é a frequência de operação da CPU, mas o barramento. O gargalo não está na rapidez com que os dados são processados, mas naquela com que são transportados entre disco rígido e memória RAM e entre esta e a CPU.
Logo, aumentar a frequência do barramento teria um efeito muito mais dramático sobre o desempenho global da máquina que o mesmo aumento na frequência da CPU. Mas por enquanto o novo Pentium III continua usando o mesmo barramento de 100MHz, os mesmos 512K de cache L2 operando na metade da frequência do processador e o mesmo conector de 242 contatos (‘‘Slot 1’’) de seu antecessor.
Trata-se de uma vantagem para os donos de placas-mãe com chipset BX, que poderão simplesmente substituir seus Pentium II atuais pelos novos PIII.
Pelo menos até que a Intel lance o novo chipset ‘‘Camino’’, esperado para o segundo semestre deste ano. Ele deverá suportar um barramento de 133MHz e memórias de alto desempenho Direct Rambus. Aí, sim, o Pentium III poderá mostrar a que veio.
Embora não admitindo abertamente (durante a entrevista coletiva, executivos da Intel tentaram escapar do tema tanto quanto possível, respondendo às perguntas sobre o assunto sempre de forma evasiva), tudo indica que a partir do Pentium III a Intel afinal cumpriu a velha promessa de impedir definitivamente o ‘‘overclocking’’ (artifício através do qual se faz uma CPU funcionar com frequência superior à nominal), incorporando em seus novos chips um circuito que verifica não apenas a frequência de operação do processador como também do barramento. Se algum deles exceder o valor nominal, o processador simplesmente se recusa a operar. (Agência O Globo)

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