UFSC lança Atlas da Radiação Solar
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de outubro de 1998
Liana John Agência Estado 
O Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina, Labsolar (http://www.labsolar.ufsc.br) acaba de lançar a nova edição do Atlas de Radiação Solar do Brasil, feito em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE (http://www.inpe.br), com o apoio e distribuição do Instituto Nacional de Meteorologia, INMET (http://www.inmet.gov.br). O atlas foi editada em uma versão impressa e uma em CD-Rom.
A publicação é uma ferramenta de trabalho importante para profissionais conscientes das áreas de arquitetura, engenharia civil, engenharia elétrica, agricultura e pesquisadores, interessados num melhor aproveitamento da irradiação solar para produção de calor ou energia elétrica. No planejamento de uma casa ou edifício, por exemplo, a irradiação entra no cálculo de conforto térmico e o atlas pode substituir as estimativas por medidas reais. Os mapas identificam igualmente as regiões de maior potencial para a implantação de centrais de conversão de energia solar em energia elétrica, com boa relação custo-benefício. Também podem auxiliar na definição de políticas governamentais, que incentivem o uso de energias alternativas para a diminuição da demanda em horários de pico, uma opção mais permanente ou mesmo uma medida complementar à adoção dos horários de verão.
Na agricultura, o atlas ajuda a identificar as melhores regiões e épocas para o plantio e colheita, bem como a pesquisa para aumento da produtividade. O atlas contém médias anuais, mas temos condições de fornecer médias mensais para sua atualização, como um serviço do Labsolar, explica Samuel Abreu, um dos engenheiros-pesquisadores do laboratório. O coordenador do projeto no Labsolar é Sérgio Colle e, no INPE, Enio Pereira. Participam ainda da equipe que vem desenvolvendo o atlas desde 1989, outros quatro engenheiros-pesquisadores da UFSC e dois do INPE, além de estudantes de iniciação científica e bolsistas.
O atlas foi realizado com base em imagens dos satélites GOES 8 e Meteosat e validado com dados de superfície, coletados em estações meteorológicas de todo o país. É, portanto, mais confiável do que edições anteriores, que usavam estimativas baseadas nas correlações entre o número de horas diárias de insolação e a intensidade da radiação solar (Método de Angstron), explica Abreu. O nível de incerteza do novo atlas é de 8% nas médias mensais da radiação global, enquanto o do Método de Angstron fica em torno de 20%.
Maiores informações com Sérgio Colle, através do endereço eletrônico [email protected] ou dos telefones (048) 331-9379 e 331-9937.


