O Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina, Labsolar (http://www.labsolar.ufsc.br) acaba de lançar a nova edição do Atlas de Radiação Solar do Brasil, feito em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE (http://www.inpe.br), com o apoio e distribuição do Instituto Nacional de Meteorologia, INMET (http://www.inmet.gov.br). O atlas foi editada em uma versão impressa e uma em CD-Rom.
A publicação é uma ferramenta de trabalho importante para profissionais conscientes das áreas de arquitetura, engenharia civil, engenharia elétrica, agricultura e pesquisadores, interessados num melhor aproveitamento da irradiação solar para produção de calor ou energia elétrica. No planejamento de uma casa ou edifício, por exemplo, a irradiação entra no cálculo de conforto térmico e o atlas pode substituir as estimativas por medidas reais. Os mapas identificam igualmente as regiões de maior potencial para a implantação de centrais de conversão de energia solar em energia elétrica, com boa relação custo-benefício. Também podem auxiliar na definição de políticas governamentais, que incentivem o uso de energias alternativas para a diminuição da demanda em horários de pico, uma opção mais permanente ou mesmo uma medida complementar à adoção dos horários de verão.
Na agricultura, o atlas ajuda a identificar as melhores regiões e épocas para o plantio e colheita, bem como a pesquisa para aumento da produtividade. ‘‘O atlas contém médias anuais, mas temos condições de fornecer médias mensais para sua atualização, como um serviço do Labsolar’’, explica Samuel Abreu, um dos engenheiros-pesquisadores do laboratório. O coordenador do projeto no Labsolar é Sérgio Colle e, no INPE, Enio Pereira. Participam ainda da equipe que vem desenvolvendo o atlas desde 1989, outros quatro engenheiros-pesquisadores da UFSC e dois do INPE, além de estudantes de iniciação científica e bolsistas.
O atlas foi realizado com base em imagens dos satélites GOES 8 e Meteosat e validado com dados de superfície, coletados em estações meteorológicas de todo o país. ‘‘É, portanto, mais confiável do que edições anteriores, que usavam estimativas baseadas nas correlações entre o número de horas diárias de insolação e a intensidade da radiação solar (Método de Angstron)’’, explica Abreu. O nível de incerteza do novo atlas é de 8% nas médias mensais da radiação global, enquanto o do Método de Angstron fica em torno de 20%.
Maiores informações com Sérgio Colle, através do endereço eletrônico [email protected] ou dos telefones (048) 331-9379 e 331-9937.

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