ReproduçãoRonaldinho: incomodando os colegas de quartoAcredite se quiser: o inglês Melvyn Switzer roncou 87,5 decibéis numa noite de 1984 e acabou entrando no Livro Guinness de Recordes. A medição foi feita por sua mulher, Julie, surda de um ouvido. O Ministério Britânico do Interior considera tolerável o limite de até 60 decibéis, durante a noite, e 70 durante o dia.
Acredite se quiser, parte dois: ainda na Inglaterra, a dona-de-casa Yvana Favorite roncou tanto, numa certa madrugada, que foi parar na polícia. Seus vizinhos, atormentados pelo barulho, forçaram a mulher a se mudar do prédio onde morava.
Dizem as estatísticas médicas que 2% da população mundial incomodam socialmente com seus roncos. E o curioso é que os culpados jamais admitem que roncam, mas não escapam das piadas dos familiares e, uma vez ou outra, acabam eles próprios dando suas gargalhadas quando vêem alguém passando por situação idêntica em algum programa na tevê.
Os telefanáticos devem se lembrar da Valentin, personagem da novela ‘‘Que Rei Sou Eu?’’, interpretada por Tereza Raquel. Como roncava aquela mulher! Mas a atriz garante que, em casa, isso não acontecia. Na novela ‘‘Tieta’’, os personagens interpretados por Paulo Betti e Armando Bogus também arrancavam risos com seus roncos, mas eles sempre garantiram que era só na novela.
Mais recentemente, durante a Copa do Mundo, o corintiano Viola disse que não queria dormir no quarto de seu colega Ronaldo, hoje no PSV da Holanda, porque ele ‘‘roncava muito’’.
TestesAcaba de ser publicado nos Estados Unidos um estudo dizendo que as pessos que sofrem qualquer tipo de distúrbio cardiovascular devem fazer testes para verificar se não apresentam a apnéia do sono, doença caracterizada pelo excesso de roncos e pausas súbitas na respiração durante a noite.
Isso não quer dizer, evidentemente, que qualquer pessoa que ronque tenha esse problema. Mas, de acordo com o estudo, pelo menos 20 por cento das pessoas com problemas cardiovasculares têm também esse tipo de apnéia, e a combinação das duas disfunções - apnéia e pausas súbitas na respiração durante o sono - aumenta o risco de ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais.
Dizem os especialistas que o ronco acontece quando o ar circula com dificuldade pela laringe, que diminui por causa do relaxamento muscular do sono. E mais: o álcool e os sedativos também têm sua parcela de culpa, por relaxarem os músculos.
Geralmente, diz um especialista, quem ronca mais são os homens. E, obviamente, quem sofre mais são as mulheres que convivem com quem ronca.
Dormir de lado ajuda. Neste caso, a saída pode estar no ‘‘jeitinho americano’’ - uma bola de tênis costurada nas costas do pijama. Aí não dá mesmo para dormir de barriga pra cima. Agora, se nem isso resolver, o jeito é apelar para umas boas raquetadas no parceiro. Ou mandá-lo roncar em outra freguesia.

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