''Não conseguimos mais imaginar como seria a rotina do hospital sem o prontuário eletrônico'', diz o gerente de Tecnologia da Informação (TI) da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal), Márcio Brolesi, após sete anos de implantação da ferramenta em todos os hospitais da entidade. Desde 2005, Mater Dei, Hospital Infantil e Santa Casa trabalham com a informação eletrônica e integrada do paciente e aboliram o uso do papel no atendimento.
Quando o paciente acessa o hospital, seu cadastro é feito pelo computador. As informações preliminares do atendimento - horário, causa, referências - são enviadas para o sistema para que o médico responsável pelo atendimento saiba, em tempo real, o que está acontecendo.
Depois do atendimento, o médico acrescenta no prontuário eletrônico informações como medicamento prescrito, exames requisitados e a evolução do quadro. Estes dados também chegam a outras áreas do hospital, como laboratórios e farmácias. O resultado dos exames fica disponível para o médico em tempo real.
Segundo Brolesi, o prontuário eletrônico acabou com problemas como a legibilidade da letra do médico, a demora para que os dados chegassem até os setores e a integração das informações entre os hospitais e os diversos setores.
Ele não nega que houve um tempo para adaptação à nova rotina, mas ressalta que, no final da cadeia, ganha-se com a agilidade, rastreabilidade da informação e com a segurança de que o encaminhamento do paciente será exato. ''Antes, havia possibilidade de erros na leitura da prescrição de medicamentos e o paciente corria o risco de tomar medicamento equivocado ou com dosagem diferente'', lembra o superintendente da Iscal, Fahd Haddad.

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