Tomógrafo
prevê infarto
5 anos antes
Um dos estandes mais procurados no pavilhão de exposições no 13º Congresso Mundial de Cardiologia era o da Telecárdio, que oferece o serviço de eletrocardiograma por telefone. O exame é feito num período de cinco a dez minutos e enviado para o médico do paciente. O usuário paga uma taxa de adesão (que varia de acordo com o equipamento a ser usado) e uma mensalidade de R$ 50.
Com a receita de um médico, o paciente compra um dos monitores (a empresa dá treinamento) para tê-lo em casa. O equipamento é ligado na linha telefônica e em pontos do tórax do paciente. A atividade elétrica do coração é transmitida para o monitor, que transforma as informações em sons enviados via telefone. Uma central, que funciona 24 horas, recebe as informações, emite o eletro e repassa-o para o médico do cliente.
Se o paciente precisar de um monitor de 12 leads (indicado para coronariopatias e para pacientes que já estiveram na emergência), a taxa de adesão é de R$ 1.500; para o caso de um monitor de oito leads (arritmias), a taxa é de R$ 450. Para quem precisa de um looper, máquina que monitora o coração por períodos de sete a 14 dias, a taxa é de R$ 120.
Outra sensação levada por expositores foi o Ultrafast, um tomógrafo computadorizado, capaz de detectar precocemente (com até cinco anos de antecedência) o risco de infarto do miocárdio. Até em pacientes que nunca apresentaram sintoma algum.
O equipamento - uma estação de trabalho ligada a um aparelho parecido com o de ressonância magnética convencional - analisa as imagens das artérias coronarianas em até cinco minutos e é capaz de detectar obstruções pequenas, de cerca de 25% do diâmetro da artéria. Os testes convencionais só mostram obstruções maiores de 65%, quando o problema está mais avançado.
O software instalado na estação de trabalho é capaz de determinar a quantidade de cálcio existente nas artérias (onde há cálcio, há gordura depositada e risco de aterosclerose) e calcular tanto o risco atual quanto a possibilidade de desenvolvimento de uma doença cardíaca.
Numa segunda etapa do exame, o computador faz um estudo tridimensional da artéria, semelhante a uma angiografia, só que sem a necessidade de inserir um cateter no paciente. A angiografia convencional só é feita quando se nota a necessidade real deste procedimento, com os exames de computador.
O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, já comprou o equipamento. A previsão é de que o Ultrafast comece a operar em outubro. Nos EUA, cada exame custa cerca de US$ 400.
Serviço:
Novo Nordisk: 0800-144488; Rimed: 0800-144500; Dixtal: 011-548-4883; Telecárdio: 011-872-8366.

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