'Todo crime deixa rastros', diz delegado
O difícil acesso à Mariana´s Web é o que abre precedentes para que conteúdos relacionados a crimes como aqueles citados pelo professor Renato Avila possam encontrar espaço na internet. Se, na deep web, softwares que trocam o número do IP (Internet Protocol) de quem a está acessando já dificultam a identificação do usuário, na Mariana´s Web, onde apenas pessoas selecionadas poderiam entrar, encontrar o responsável por um crime seria ainda mais difícil. Entretanto, a ideia de que quem está na internet profunda está invisível para as autoridades policiais já caiu por terra. Mesmo no Brasil, a Polícia Federal já possui tecnologia para encontrar criminosos na internet profunda.
No final do ano passado, a PF realizou uma operação chamada de Darknet, que identificou quase uma centena de pessoas em vários estados (inclusive o Paraná) envolvidas com distribuição de pornografia infantil na deep web. Daniel Madruga, delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal do Rio Grande do Sul, onde a investigação foi iniciada, diz que não pode dar detalhes sobre a ferramenta utilizada para identificar criminosos na deep web, mas confirma que, mesmo na internet profunda, quem comete atos ilegais pode ser descoberto. "Não existe crime perfeito. Todo crime deixa rastros, sempre é possível se chegar ao responsável."(M.F.C.)





