TerraVista cria ambientes 3D para simulações
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de janeiro de 2001
André Machado Agência OGlobo 
É uma viagem. Você olha para a tela do seu microcomputador e é como se estivesse voando suavemente sobre uma terra montanhosa e desolada, sob um céu azul imaculado. Os pixels só dão as caras por um breve tempo, quando o programa está carregando, e depois, os movimentos do sobrevôo parecem perfeitamente naturais. Estamos diante de um potente gerador de ambientes tridimensionais chamado TerraVista, usado pela Nasa no mapeamento de Marte e também pela Electronic Arts (por falar em games...) na criação de gráficos e desenhos.
O TerraVista, um software de US$ 25 mil, acaba de ser lançando no Brasil pela Sisgraph em parceria com a americana Terrex, desenvolvedora do programa. Segundo o vice-presidente de vendas da Terrex, Damon Curry, ele tem múltiplas aplicações. O TerraVista produz uma base de dados em 3D, explica. Como elementos, ele pega vários tipos diferentes de dados, como informações sobre altitude, fotos de satélite, fotos aéreas, traçados de rodovias, etc., e os transforma num terreno em três dimensões.
O software é muito utilizado em simuladores de treinamento e pesquisa, seja para aplicações militares ou comerciais (em companhias aéreas, por exemplo). Também é usado, em menor escala, no desenvolvimento de videogames, mas o seu uso mais comum é realmente criar uma vista aérea 3D para Geographic Information Systems (GIS).
Segundo Damon, a maioria desses sistemas de informação geográfica vale-se apenas de mapeamento eletrônico em 2D. E o TerraVista pode pegar esses dados bidimensionais e adicionar-lhes o componente da elevação, definindo os contornos das superfícies, produzindo uma visão tridimensional dos elementos (estradas, árvores, elevatórios de água, aeroportos e assim por diante), de modo que o usuário pode ver as coisas como se estivesse dirigindo um carro ou pilotando um avião.
Robson Augusto, gerente técnico da Sisgraph, explica melhor como se opera essa transformação. O sistema verifica se todas as informações coletadas em mapas, fotos, modelos concordam, se a imagem casa com o desenho do mapa, por exemplo, e indica se deve ser feito algum ajuste, diz. Depois, pergunta ao usuário para que o modelo gerado vai servir, e prepara um modelo matemático adequado a cada necessidade.
Para saber mais sobre aplicações voltadas para a geografia eletrônica, o leitor pode acessar o site da Sisgraph (www.sisgraph.com.br) e, dentro do link Software, escolher Geoprocessamento, onde encontrará informações sobre vários programas do gênero, inclusive uma apresentação zipada sobre o tema. Alternativamente, pode-se ver uma apresentação completa sobre o TerraVista em http://www.shortech.com.au/aussiepresent/sld001.htm.


