Tenha um escritório na mala de viagem
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quarta-feira, 05 de agosto de 1998
Agência Globo 
Ao embrulhar o escritório para viagem, além do notebook, das baterias, dos cabos e dos drives de armazenamento, não se pode esquecer a prudência. Quem ensina é o consultor de informática Antonio Kleber de Araújo, um micreiro de muitas milhagens. Na mala dele nunca falta backup - em papel ou em discos - de tudo que está na máquina. Vindo de um especialista como Kleber, usuário de notebook e handheld, o conselho vale muito. Tenho backup de tudo, só uma guerra nuclear me pega, brinca.
O consultor viaja muito mas nem por isso perde tempo. Num vôo de três horas entre Dallas e Los Angeles, por exemplo, preparou no seu handheld Psion Series3C um projeto encomendado por uma empresa de Dallas. Ao chegar em LA, mandou por fax o texto para o cliente, que se espantou com tanta rapidez.
Outro conselho de Kleber: conhecer muito bem o equipamento portátil que se leva na bagagem. Esse procedimento já lhe foi de grande valia. Ao chegar num hotel, atrapalhou-se com a bagagem e deixou cair no chão o micrinho, que ficou em dezenas de pedaços. Antes de sentar e chorar, imaginou que talvez não tivesse ocorrido nenhum dano eletrônico. No quarto, montou peça por peça e viu que todas as informações ainda estavam no disco rígido.
O novo PC Mobilon, da SharpPara quem não tem o mesmo cuidado com backup ou habilidade com hardware, o próprio Kleber providenciou uma alternativa. O consultor está começando a cadastrar usuários para o site Porta arquivos, que vai alugar espaço para armazenamento de informações. Em caso de necessidade, é só acessar o site durante a viagem e recuperar o arquivo. Mais informações em www.port-arquivos.com.br. Outra dica: assinar a lista de discussão em www.tipworld.com.
Um escritório dentro de uma maleta de mão é útil não só para quem põe o pé na estrada. É de grande valia também para quem não perde a chance de fechar um negócio nem quando está pegando um solzinho na piscina de casa. Entretanto, quem quer começar a trabalhar em lugares inusitados com a mesma eficiência de quem está no seu próprio escritório, deve conhecer acessórios indispensáveis - outros, nem tanto - para levar na malinha do computador.
Não se deve economizar nem com o cabinho do celular, ensina Kleber. Para começar, a maleta. Uma em couro sintético na Techno Way, distribuidor dos micros Alpha Jet, sai por R$ 92. Na Major Notebooks, distribuidor de produtos Acer e Hitachi, as malas, dependendo do modelo, de náilon ou couro, custam entre R$ 65 e R$ 150. Na Atlam, que acaba de lançar uma linha de portáteis, maletas custam entre R$ 60 e R$ 120.
Levando-se em conta que bons notebooks já vêm com placa de fax/modem (56K agora é padrão), os cartões de expansão mais vendidos hoje, segundo Júlio Tesser, gerente comercial da Major, são os de rede Ethernet (10/100Mbits, cerca de R$ 290), os cartões próprios para uso de celular (cabo opcional, R$ 340) e os cartões compartilhados de rede e fax/modem (LAN/modem, para telefone celular e convencional, cerca de R$ 590). Além, é claro, dos de expansão de memória. Os vendidos pela Atlam (32Mb) saem por R$ 400. Também na Atlam, um cabo para celular, dependendo do modelo do aparelho, pode custar entre R$ 90 e R$ 150.
Na Logger, cartões que armazenam informações que não precisam estar no HD, custam entre R$ 600 e R$ 700. Acessórios menos vendidos, como câmeras para videoconferência, precisam ser encomendados. Também pouco procurados são os cartões de recepção de imagem de TV (R$ 750, na Major) e de saída de imagem do notebook para a TV (R$ 500).
Também não podem faltar discos de armazenamento removíveis como o Zip Drive (cerca de R$ 105) e o Jaz Drive (R$ 385), baterias de diversos tipos e a assinatura de um provedor que ofereça acesso mundial (como a IBM). Outras dicas sobre acessórios em www. microsoft.com/workshop/delivery/mobile/mcbk_in.asp.
Serviço: Techno Way, (021) 262-6355. Major Notebooks, (011) 217-1066. Atlam, (011) 5585-3631.


