O tendão de Aquiles, no tornozelo, era outro tabu. Dizia-se que um atleta que sofria ruptura nesse tendão ficava inutilizado para o esporte. Hoje, ele volta a andar normalmente em um mês e no máximo em dois meses pode retornar à prática esportiva normal. Os problemas nos tendões são muito bem conhecidos atualmente. Antes, era comum tratar rupturas de tendão com infiltração de cortisona. Agora sabe-se que isso é perigoso. ‘‘A cortisona é uma faca de dois gumes. É um grande antiinflamatório, mas, por outro lado, aniquila a cicatrização e diminuiu a resistência do tendão’’, explica Toledo. É muito comum, por exemplo, a ocorrência de ruptura do tendão de Aquiles após infiltrações de cortisona. Mas a técnica da sutura tendinosa, que usa outros tendões sadios presentes na mesma área, melhorou bastante o veio com o diagnóstico por imagem. A ultra-sonografia representou uma avanço, mas hoje utiliza-se a ressonância magnética, que permite, no dia do acidente, saber exatamente o que aconteceu com a musculatura. Assim, o médico pode iniciar imediatamente o tratamento. Esse método também facilita o acompanhamento da reabilitação, permitindo prever quando o atleta poderá voltar a competir. O tratamento das lesões musculares envolve a cinesioterapia (trabalho precoce de movimentos conduzidos), a eletroterapia (ondas curtas, ultra-som e microondas) e a laser-terapia, a mais moderna das três.(M.L.)

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