Um obstáculo ao se trabalhar com conteúdo digital, na opinião do editor Rui Campos Dias, da Scriba Produções Didáticas, é que a tecnologia é algo que evolui muito rapidamente, e exige uma atualização constante. "E o PNLD é lento, de três em três anos." Por outro lado, na visão de Fernando Fonseca Jr, gerente de Inovações e Novas Mídias da FTD, os prazos estabelecidos pelo governo para a produção de obras são muito curtos. "São exíguos para o tipo de produção, que é complexa e exige novidades com as quais as editoras começaram a trabalhar há pouco tempo."
Para poder produzir o livro digital e fazer a integração entre a versão impressa e a digital por completo, é preciso ter o livro impresso pronto, afirma Fonseca Jr. Do prazo para a entrega do livro impresso para a entrega do livro digital, existe o intervalo de aproximadamente um mês.
Outro desafio, na opinião de Dias, será a estrutura necessária para que as escolas possam trabalhar com o conteúdo digital em sala de aula. A reportagem tentou contato com a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros) e com o Ministério da Educação (MEC) para falar sobre o tema, mas não conseguiu retorno. O MEC enviou informações gerais, por e-mail, do edital do PNLD de 2015 e sobre o Proinfo Integrado, programa que recentemente entregou tablets a professores de escolas de ensino médio da rede pública de ensino, porém sem dar informações adicionais sobre o programa. Conforme o Ministério, a previsão inicial de aquisição de livros para 2015 é de R$ 80 milhões para sete milhões de alunos de 20 mil escolas de todo o País.(M.F.C.)

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