Telepatia ou expressão da angústia?
Há quatro anos a vendedora Tatiana La Pastina, 22, teve um sonho intrigante. Na imagem noturna ela viu o avô, internado naquele dia, flutuando em direção ao céu acenando a mão. Poucos minutos depois, Tatiana acordou com o barulho do telefone e recebeu a notícia: seu avô tinha morrido. O sonho foi como uma despedida, diz a vendedora.
De acordo coma psicoterapeuta Denise Tinoco, o sonho de Tatiana foi telepático. Ela diz que Jung considerava o inconsciente atemporal, ou seja o inconsciente não é movido pelas três dimensões (corpo-espaço-tempo). Durante o sono, a pessoa está num estado de ondas cerebrais diferentes de quando se está acordado. Nesse estado, não existe espaço e tempo e é possível captar os acontecimentos, desde que haja uma ligação afetiva. Ela captou a morte do avô , completa Denise.
Já a psicanalista Ludmila Kloczak fala o sonho de Tatiana de maneira bem diferente. Para ela, as imagens noturnas foram a elaboração de uma perda, porque existia uma angústia, uma possibilidade da morte de um ente querido. O psiquismo dela trabalhava com a hipótese de perda, e era necessária uma elaboração. O fato da morte coincidiu com o sonho, mas já havia a expectativa, explica Ludmila.(T.S.)





