Uma das maiores preocupações das empresas de telefonia móvel é o combate às fraudes. Estima-se que esta prática criminosa represente prejuízos entre 2% e 5% do faturamento mundial das empresas de telefonia celular. Com as antenas direcionadas para este mercado, a Telesisa traz para o Brasil o PhonePrint, da Corsair Communications. Trata-se de um sistema antifraude que detecta a operação ilegal antes de a ligação ser completada.
Antonio Boralli, presidente da Telesisa, explica que a diferença do PhonePrint para outros métodos de identificação é que ele atua de maneira preventiva. O sistema opera com tecnologia especializada de radiofrequência, que permite identificar as características dos sinais emitidos pelo aparelho celular. Esses sinais são uma espécie de impressão digital dos celulares, pois cada aparelho tem identificação própria.
O PhonePrint constrói uma espécie de impressão para cada telefone cadastrado na operadora. Essas informações são armazenadas num banco de dados, o que permite fazer uma comparação imediatamente após o início da chamada. Se os sinais não forem semelhantes, o sistema acusa a fraude e interrompe automaticamente a ligação. Para desenvolver o PhonePrint, a Corsair conseguiu uma licença de uso de tecnologia de origem militar.
O sistema foi lançado oficialmente no Brasil durante a Telexpo, que aconteceu entre 23 e 26 de março em São Paulo. Boralli afirma que o PhonePrint já está sendo usado aqui num projeto-piloto. Mas o presidente da Telesisa diz que ainda não tem autorização para divulgar o nome da empresa que está fazendo testes com o sistema.
Na América do Sul, o PhonePrint vem sendo usado desde o final do ano passado na Venezuela, Colômbia e México. De acordo com a Corsair, existem cerca de 2.500 unidades do sistema instaladas em todo o mundo. Os números da empresa indicam também que o PhonePrint já derrubou mais de 150 milhões de chamadas fraudulentas.
Vale lembrar que as fraudes na telefonia celular são mais comuns em sistemas analógicos. Pelo tipo de tecnologia, a rede analógica é mais vulnerável do que a malha digital.As fraudes nesta modalidade são mais comuns em sistemas analógicosAgência O Globo

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