A explosão das telecomunicações vai criar, nos próximos anos, um espaço enlouquecido, no qual os pioneiros são os cinco satélites da rede Iridium lançados há um mês, nos Estados Unidos.
‘‘O lançamento dos primeiros satétiles da Iridium representa um passo suplementar no advento de uma nova era para as comunicações’’, exclamou, quando foram postos em órbita, o presidente da Motorola, principal associado do grupo, Christopher Galvin.
De fato, os experts estimam que nos próximos dez anos serão lançados 1.800 satélites, três quartas partes dos quais têm um caráter comercial. Segundo eles, a expansão desse mercado é atualmente de 20% por ano e, aparentemente, não vai diminuir no futuro.
Assim, no ano 2000, com um telefone celular se poderá certamente chamar, transmitir ou receber dados a partir de um oásis em pleno deserto ou desde o fundo da selva equatorial, como já se pode fazer de uma casa, um carro ou um avião.
As duas primeiras redes desses novos sistemas de telecomunicações em órbita baixa (LEO), Iridium e Globalstar, pretendem oferecer seus serviços a partir de 1998.
Os 66 satélites da Iridium, os 48 da Globalstar e as outras redes previstas, como Orbcom (28 satélites), permitirão oferecer seus serviços a todos os habitantes da Terra que não têm acesso ainda às comunicações vocais, de dados e telecópias.
A Globalstar prevê que em um certo prazo a metade de suas receitas virá dos clientes que não têm acesso atualmente ao telefone. E as previsões econômicas para todos os sistemas existentes ou que estão criando vão de alguns bilhões a 40 bilhões de dólares por ano.

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