Adoçantes dietéticos ficam mais baratos com tecnologia do IPT. Um novo processo de separação da frutose e da glicose no açúcar invertido foi desenvolvido e patenteado por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, IPT (http://www.ipt.br), de São Paulo.
O açúcar invertido é o mel produzido artificialmente a partir do açúcar de cana. Ao invés de utilizar a separação cromatográfica convencional, os pesquisadores submeteram o açúcar invertido em solução a um rápido resfriamento, próximo do ponto de congelamento. A glicose é menos solúvel do que a frutose e cristaliza-se separadamente. A frutose permanece em solução e os cristais podem, então, ser separados a frio, por centrifugação.
Esta separação é fundamental na produção de adoçantes e dietéticos, que utilizam a frutose. A glicose separada pode ser utilizada na fabricação de balas e doces. O processo pode ser repetido diversas vezes com uma mesma solução, para se alcançar um grau de pureza maior da frutose.
Viabilidade A redução de custos, com relação ao processo convencional, é da ordem de 60% e a tecnologia já está disponível para transferência, devendo interessar aos fabricantes de adoçantes e dietéticos. Atualmente, a frutose disponível no mercado brasileiro é importada. Ela é extraída da raiz de uma planta parecida com a beterraba, conhecida como Alcachofra de Jerusalém.
‘‘Ainda é preciso estudar a viabilidade mercadológica dos adoçantes e dietéticos produzidos com esta nova tecnologia’’, avalia Marco Giulietti, diretor do IPT e coordenador da pesquisa. ‘‘Não basta que o novo processo seja mais barato do que o convencional. É preciso que o produto nacional chegue ao mercado mais barato do que o importado’’. E isso só é possível com produção em escala: ‘‘pelo menos 10 mil toneladas/ano’’, estima Giulietti.
A nova tecnologia recebeu menção honrosa na XXII Concurso Nacional Prêmio Governador do Estado - Invento Brasileiro 1995. Os recursos para financiamento do projeto foram do próprio IPT e de bolsas da Fapesp. Segundo Giulietti, só foi preciso investir no material, pois ‘‘o processo é extremamente simples, quase um ovo de Colombo, não sei porque não se tinha pensado nisso antes’’. Além do diretor do IPT participaram do desenvolvimento dois outros pesquisadores. Para maiores informações o endereço da home page do IPT é : PT.com.br

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