Tecnologia contra ataques e fraudes bancárias
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
São Paulo - Os dados bancários são um dos principais alvos do cibercrime. Embora representem apenas 0,007% das transações bancárias, as fraudes eletrônicas resultaram em um prejuízo de R$ 1,4 bilhão em 2012. Por ano, as instituições financeiras destinam cerca de 10% dos seus investimentos em Tecnologia da Informação (TI) na área de segurança. Em 2013, o setor investiu 20,6 bilhões em tecnologia bancária, 3% a mais que em 2012. A afirmação foi feita pela Federação Brasileira de Bancos durante o 24º Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab Febraban 2014), realizado semana passada em São Paulo (SP).
"Os bancos perdem bilhões de reais em ataques eletrônicos, fraudes eletrônicas, e investem R$ 2 bilhões em segurança virtual", diz Murilo Portugal Filho, presidente da Febraban. Gustavo Fosse, presidente da comissão organizadora do Ciab, destaca o uso da biometria como uma das principais ações dos bancos atualmente para coibir as diferentes formas de fraude eletrônica. "A presença de dispositivos biométricos cresceu 65% nos últimos anos e já representa 43% dos ATMs."
A análise de dados também é mencionada por Fosse como um dos principais investimentos realizados pelos bancos em Tecnologia da Informação. A tecnologia permite analisar um grande volume de informações em pouco tempo. Durante o Ciab, diversas empresas apresentaram soluções que permitem detectar situações de fraude rapidamente, ou mesmo prever quando situações como estas poderão ocorrer, o que permite que os bancos atuem de forma preventiva.
Ricardo Carlotto, diretor de vendas de soluções de análise preditiva da SAP América Latina, pontua que os bancos são os principais clientes de soluções de análise de dados devido à natureza de sua atividade. "O setor financeiro vive de operações de riscos." Estas soluções funcionam proporcionando dados estatísticos sobre a probabilidade de uma transação ser ou não fraudulenta. A diferença é que o processo é automatizado, dispensa a necessidade de um especialista na área e a análise fica pronta em questão de horas, e não dias.
"Para cada transação que acontece no internet banking, cartão de crédito ou débito, a solução aplica uma fórmula matemática para saber se a transação é fraudulenta ou não." Para isso, o software analisa informações como o número do cartão, estabelecimento onde foi feita a compra, produtos comprados e compara com o histórico de transações do cliente. "A ferramenta analisa, por exemplo, que, se o cliente comprou algo aqui e está comprando outra no Rio de Janeiro em um intervalo de dez minutos , com certeza é fraude", exemplifica Carlotto.
A repórter viajou para São Paulo a convite da SAP Brasil

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