Tecnologia a serviço das cidades
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de agosto de 2018
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 

Postes com sensores que monitoram o tráfego da cidade e um robô que faz o atendimento de cidadãos 24 horas, sete dias por semana, são exemplos de soluções de cidades inteligentes. As definições da tecnologia em si podem ser diversas, mas algo que elas têm em comum é a resolução de problemas urbanos. As cidades inteligentes foram um dos temas da Semana Tecnológica da UniFil (Centro Universitário Filadélfia), que termina nesta sexta-feira (dia 10) e leva à universidade especialistas para tratar de assuntos pertinentes à Tecnologia da Informação.
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No exemplo citado por Alan Keler Baldo, implantado na cidade de Eindhoven (Holanda), uma indústria da área de TI fez uma parceria com a gestão pública para trocar as lâmpadas dos postes por LED, que são mais econômicas. Em troca, ela teve a possibilidade de "monetizar" dados obtidos a partir de sensores instalados nos postes. Os sensores monitoram o tráfego de pontos específicos da cidade, e os dados podem ser utilizados para alimentar serviço que provê informações sobre vagas de estacionamento disponíveis na rua, por exemplo. Ganham indústria, gestão pública e cidadão, no que Baldo chama de mercado "multifacetado".
"A prefeitura não precisou gastar nada para trocar toda a iluminação pública e passou a ter uma conta de 30% do que pagava antes. A indústria passou a monetizar com os dados e permitiu que se oferecesse serviços de estacionamento inteligente, por exemplo: você sai de casa e já sabe em qual vaga vai parar. O cidadão gasta menos tempo na rua e polui menos a cidade", explica o gerente.
Empresas parceiras da IBM utilizam o Watson, plataforma de Inteligência Artificial da companhia, em robôs de atendimento do cidadão. "Em vez do cidadão ter que recorrer à página da prefeitura, ou ter que ir à prefeitura para fazer determinada coisa, ele pode fazer isso com um bot disponível por exemplo dentro do Messenger (app de mensagem do Facebook)", conta Hevertom Fischer, representante da IBM. "Uma ideia é fazer que o Watson entenda a linguagem natural do cidadão para poder automatizar esse tipo de resposta. Normalmente, isto fica em uma praça de atendimento do cidadão, e você demora muito tempo para ser atendido. O robô consegue fazer que você tenha atendimento 24 por 7, então, a qualquer momento, a qualquer hora, você pode interagir com a instituição", ele continua.
PRIORIDADE
A segurança pública costuma ser prioridade na implantação de projetos de cidades inteligentes, afirma Baldo. "Como você tem investimento em infraestrutura de segurança sempre na agenda, (a segurança) me parece ser a candidata natural."
Um exemplo está em São Paulo, onde há uma iniciativa das subprefeituras de colaboração entre sinais de câmeras de condomínios fechados com um sistema de coleta de imagens públicas pela polícia. Com os dados disponíveis a partir de um centro de operações, é possível utilizar reconhecimento de imagens e de padrões para aumentar a eficiência das equipes, completa o gerente.
Serviço
Mais informações sobre a Semana Tecnológica da UniFil no portal de eventos da universidade - http://web.unifil.br/eventos/tecnologica/


