Mestrando em Processamento em Alto Desempenho na Universidade Federal do Paraná, o analista de sistemas do banco HSBC-Bamerindus/Curitiba, João Fábio de Oliveira, esteve em Londrina participando do Conttein 97, evento paralelo à 6ª Infotech. Ele coordenou um minicurso sobre ‘‘Segurança na Internet’’ e deu dicas sobre os pontos frágeis das redes conectadas à Internet e as diversas maneiras de proteção das redes TCI/PI.
A segurança é ponto fundamental na área e requer algumas ‘‘manhas’’. Segundo João Fábio, o índice de ataques a sites na Internet está alto. ‘‘Mas o usuário vai aprendendo a lidar com eles com o tempo. A Internet hoje oferece meios para isso. O problema é que não considerava seu uso para fins ilícitos. São falhas na Rede’’, diz.
As várias maneiras de proteger a rede podem ser aplicadas em serviços via www, correio eletrônico, arquivos e serviços de proprietários. No caso dos filtros de proteção, João Fábio explica que cada serviço tem um. ‘‘No correio eletrônico, por exemplo, há filtros por tamanho de mensagem, por endereço e até mesmo por usuários. São inúmeros critérios para filtragem, várias ferramentas de filtragem, chamadas Firewall’’.
Técnico em teleprocessamento, João Fábio trabalha no suporte operacional à planta de telecomunicações do HSBC-Bamerindus. Ele explica que o banco tem suporte operacional de toda a planta por 24 horas e qualquer problema é detectado por eles.
Ao falar sobre outro assunto em destaque, o avanço das telecomunicações, João Fábio Oliveira acredita que a expectativa na área é grande com a abertura do mercado. ‘‘O Brasil tem demanda para implantar muitas redes de telecomunicação’’. Na opinião do analista, a telefonia celular no Brasil é um serviço limitado, já a telefonia digital oferece muito mais ao cliente.
João Fábio acredita que várias empresas que têm a planta de telecomunicações instalada podem explorar o mercado. ‘‘Com a quebra do monopólio, a empresa vai explorar a própria planta para oferecer serviços de telecomunicações’’. Em relação aos preços, ele avalia que o Brasil tem as mais altas tarifas de serviços de dados, mas com a concorrência, os preços vão baixar.
A expectativa do profissional é que 1998 será um ano de muitas opções de mercado, para profisionais, clientes e usuário final. No final de 98, início de 99, os usuários serão muito mais beneficiados com a abertura do mercado’’.
‘‘A competência do mercado brasileiro tem que se mostrar auto-suficiente na concorrência, senão será engolido. O brasileiro tem que ter qualidade, competitividade e competência’’. Para ele, o desenvolvimento tecnológico ainda é pobre no Brasil. ‘‘Mas mesmo com indústrias de fora, o Brasil poderá ter oportunidades, se tiver competência’’, finaliza.

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