TaMaGoXi pode atacar no dia 26
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quinta-feira, 13 de novembro de 1997
Agência Globo 
Um dia, um mau elemento levou um fora - muito bem dado, uma vez que se tratava de um mau elemento - e achou que este era um bom motivo para disseminar o mal pelo mundo. Ou, no caso, pelos micros do mundo. Esta parece ser a história do criador do TaMaGoXi, um vírus de macro brasileiro altamente destrutivo, que no dia 26 de qualquer mês sobrescreve os arquivos config.sys e autoexec.bat, responsáveis pela inicialização do micro.
O TaMaGoXi apareceu pela primeira vez em 10 de outubro, numa corretora de valores no centro do Rio, e foi descoberto por analistas da firma de assessoria em informática Dr.Sys, chamados para consertar um defeito misterioso que surgira num micro.
Encontramos sintomas típicos de vírus, como a falta do menu dos comandos de macro, um recurso usado pelos criadores de vírus para impedir a sua desabilitação, explica Dario Mor, diretor da Dr.Sys. Imediatamente, mandamos uma mensagem para a McAfee do Brasil com arquivos .doc contaminados. Três dias depois recebemos a vacina.
O vírus infecta o arquivo Normal.dot do Microsoft Word 6.0 ou 7.0 e, consequentemente, todos os arquivos .doc com os quais se trabalha. Mas o ataque fatal, entretanto, só ocorre no dia 26, quando o TaMaGoXi sobrescreve o config.sys com espaços em branco e o autoeec.bat com instruções para deletar todo o conteúdo do HD na próxima inicialização da máquina (deltree /y c:t, responsáveis pela inicialização do micro.
Na hora do ataque, não se nota nada, mas na vez seguinte em que se liga o micro surge na tela um desenho de um tamagoshi feito em caracteres e uma mensagem, em inglês, jurando eterno amor à sua garota. Em seguida, todos os diretórios do HD são deletados. Até pouco tempo, os vírus de macro limitavam-se a esconder itens do menu e a piscar mensagens engraçadinhas.
A McAfee chama o vírus de Tamago.A e preparou, rapidamente, uma vacina contra ele, já incorporada à ultima versão do Virus Scan, disponível para download em www.mcafee.com.br/beta/ research.htm. É importante ressaltar que os usuários do Word, especialmente aqueles que costumam inserir na máquina disquetes vindos de fora, devem adquirir o antivírus até o dia 25.
No Word 97, nas opções de ferramentas, é possível acionar proteção contra eles. Sempre que se abre um documento que contenha macros, pode-se habilitá-la ou desabilitá-la.
Mas o método de prevenção contra vírus de macro mais conhecido é o Word Viewer, um programa distribuído gratuitamente pela Microsoft, em www.microsoft.com/msword. O Viewer garante imunidade ao micro, porque interpreta os arquivos .doc como simples imagens, permitindo apenas a sua leitura. Os vírus de macro só agem se forem interpretados como macros - processo que o editor Word faz, mas o Word Viewer não.
Há outras formas de prevenção contra vírus de macro. A própria Microsoft dá as dicas em www. microsoft.com/word/freestuff/ mvtool/virusinfo.htm.
Nunca é demais lembrar que fazer backups em disquetes, especialmente dos arquivos mais importantes, é fundamental.


