Que tal um tablet por menos de R$ 1 mil? A proposta pareceu, a muitos brasileiros, atrativa. Tanto que o mercado de tablets neste segundo trimestre do ano bateu recorde de vendas, segundo a consultoria IDC, com 606 mil aparelhos comercializados no País e crescimento de 275% em relação ao mesmo período do ano passado.
A consultoria atribui o recorde à grande quantidade de tablets com preços inferiores que invadiram o mercado, vindos principalmente da China. Quem está acostumado a ouvir falar do iPad da Apple, que custa mais de R$ 1 mil, ou de outros produtos de marcas mais conhecidas, pode ficar um pouco desconfiado com tablets mais baratos e de marcas diferentes.
Quem compra um produto barato, segundo a consultoria IDC, deve estar consciente do que esperar: os produtos em questão possuem especificações técnicas limitadas. O preço reflete características do aparelho como o tamanho reduzido da tela e a tecnologia de acesso à internet.
A loja virtual MegaMamute, de Londrina, trabalha com marcas de preços de entrada. Os valores partem da faixa dos R$ 300. Abner Debiasi, gerente de produtos, confirma que estes aparelhos geralmente possuem telas menores - de 7 polegadas - e vêm apenas com conexão Wi-Fi. De acordo com a pesquisa da IDC, atualmente, metade dos tablets comercializados no País tem tamanho de tela de 7 polegadas e, destes, apenas 20% possuem conectividade 3G.
Estes produtos chegam ao MegaMamute por uma importadora dos EUA, mas a maior parte é fabricada na China, ele diz. Outros, entretanto, já são fabricados no Brasil e por isso conseguem ser vendidos por preços menores. ''De algum modo eles conseguem benefício fiscal e os produtos acabam ficando mais baratos.''
Debiasi afirma que atualmente já entram no mercado tablets chineses com 3G, telas multi-touch, capacitivas e maiores, com até 10 polegadas, mas para ele, estes aparelhos ainda possuem algumas limitações como a tela pouco sensível e a baixa capacidade de processamento. ''Os mais baratos geralmente servem como um primeiro tablet, mas a gente percebe que o consumidor busca mais qualidade.'' Samsung e Apple ainda são as marcas mais vendidas no segmento, o gerente ressalta.
Mas então, comprar um produto produzido na China é ou não recomendado? O consultor da PDASmart, Danilo Brizola, acredita que não. Ele recomenda apenas aparelhos dos grandes players do mercado como Apple, LG, Samsung ou Motorola. Produtos de outras marcas podem até mesmo não estar homologados junto aos órgãos regulamentadores, alerta. ''Recomendo só os que tenham 'marca', porque homologados eles estarão, com certeza, e o consumidor não corre o risco de pegar uma surpresa.'' Segundo o consultor, vale a pena economizar mais um pouco para fazer uma compra certa. Um iPad 3, por exemplo, já pode ser encontrado por cerca de R$ 1,3 mil.

Imagem ilustrativa da imagem Tablets chineses valem a pena?
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