As duas gigantes de eletro-eletrônicos do mundo, a japonesa Sony e a holandesa Philips, apresentaram oficialmente ontem seu modelo próprio para os futuros reprodutores e gravadores de vídeo-discos (DVD), incompatível como um sistema desenvolvido por outras grandes empresas do setor.
A decisão das duas empresas consagra o lançamento de dois sistemas rivais para produtos desta tecnologia voltados para o grande público. Uma nova batalha de sistemas parece consequentemente inevitável, em comparação com a que perturbou o lançamento comercial dos vídeo-cassetes, há vinte anos.
Sony e Philips se tornam, assim, defensores de um disco capaz de armazenar 3,0 gigabytes de dados digitais, enquanto o grupo rival, organizado em torno da Toshiba e Matsushita Electric Industrial, aposta em um disco de 2,6 gigabytes.
O DVD se apresenta sob a forma de um disco de 12 cm de diâmetro, idêntico pelo lado de fora a um compact disc comum. O equipamento permite registrar vozes, imagens e dados informáticos e, nesse sentido, parece destinado a revolucionar a indústria eletrônica mundial.
Até o momento, apenas os DVD gravados (DVD-ROM) e os DVD que podem ser gravados apenas uma vez (DVD-R) são comercializados, o que limita essa tecnologia a aplicações profissionais, mas tudo isto poderia mudar com o aparecimento dos DVD que podem ser infinitamente gravados, que competirão diretamente com as fitas de áudio e vídeo nas residências.
Um primeiro modelo, o DVD-RAM, foi produzido por um consórcio de dez empresas internacionais e apresentado oficialmente em agosto passado. Sony e Philips fazem parte dele, mas não têm intenção de fabricar reprodutores desta norma que é apenas, em sua consideração, uma exploração de um sistema de armazenamento de dados informáticos já existente de Matsushita, o líder mundial do setor eletrônico (National, Panasonic, Technics e JVC).
O padrão Sony/Philips (DVD+RM) é totalmente compatível com os DVD gravados, informaram as duas multinacionais.

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