A sonda americana Mars Pathfinder se aproxima, a uma velocidade vertiginosa de 21.804 km/s, do ‘‘Planeta Vermelho’’, sobre o qual deverá pousar no próximo dia 4 de julho, para tentar responder à grande interrogação sobre a existência ou não de alguma forma de vida em Marte.
A Mars Pathfinder, lançada em 4 de dezembro passado do centro espacial Kennedy, na Flórida, encontrava-se na semana passada a oito milhões de quilômetros do planeta. Seu vôo, destacou a NASA, foi exemplar, já que as leves mudanças de alteração necessárias aconteceram como estava previsto.
A sonda superou no curso uma outra sonda americana, a Mars Global Surveyor (MGS), que ficará em órbita de Marte em setembro próximo.
A Mars Pathfinder será o primeiro artefato que aterrissará no ‘‘Planeta Vermelho’’ desde os dois Vikings americanos, em 1976. É composta por um elemento fixo e um pequeno robô com seis rodas, o Sojourner, que irá explorar num raio de alguns metros o local da aterrissagem, Ares Vallis.
Fotos do local da aterrissagem, precisões sobre a forma e a estrutura da superfície do planeta, assim como sua geologia, observações referentes à atmosfera (pressão, temperatura, densidade): o programa da sonda está bem carregado.
Antes, é claro, deverá pousar com sucesso, entrando na atmosfera a uma velocidade de 7,6 km/s, antes de ser freiada por um pára-quedas e retrofoguetes. Por último, segundos antes do impacto, colchões de ar serão inflados em torno da Mars Pathfinder. Protegida, a sonda dará várias cambalhotas antes de parar e abrir os painéis que a compõem para liberar os instrumentos científicos e o robô Sojourner.
EscolhaO local da aterrissagem, Ares Vallis, foi escolhido em função de diferentes critérios da comunidade científicas. Encontra-se na desembocadura de um antigo rio, numa superfície aparentemente plana e a presença de água pode favorecer a existência de alguma forma de vida.
A aterrissagem da Mars Pathfinder precederá, em dois meses, a chegada da Mars Global Surveyor, em 11 de setembro de 1997, aos arredores do planeta, para cartografá-lo, realizar levantamentos topográficos, estudar seu campo magnético, analisar sua atmosfera e determinar a composição e divisão os minerais, rochas e gelo.
A NASA temeu por um momento pelo estado da Mars Global Surveyor, quando a sonda conectou por si seu sistema de segurança no início de maio, assinalando um problema a bordo.
Mas, no final do mês, a NASA fez voltar a funcionar todos os aparelhos e anunciou que tudo estava em bom estado. Um painel solar abriu de forma errada, mas isso não colocou a missão em perigo.
Dessa forma, os Estados Unidos estão confiantes na chegada de suas duas sondas em Marte, 21 anos depois da missão Viking, que já havia permitido progressos extraordinários sobre o conhecimento do planeta.

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