Somos filhos das estrelas
Foi no big-bang, a grande explosão que arremessou a matéria no espaço-tempo, ocorrida há 12 milhões de anos, que tudo começou. O homem moderno Homo sapiens sapiens, no entanto, surgiu há 100 mil anos, mas somente há 35 mil anos ocorreu a grande revolução da mente. Conclui-se, portanto, que todo ser vivo é também um ser fóssil.
Se estamos impregnados de história, somos filhos das estrelas, carregamos a origem da vida, que se renova ininterruptamente. Todos os elementos químicos complexos que constituem a matéria viva e não viva do planeta são oriundos de estrelas mais complexas. Nossos átomos antecedem o rei Sol. Em outras palavras, nascemos antes do Sol. No entanto, somos um universo bebê, como afirmou Stephen Hawking. Vivemos ainda na gênese da criação. A construção daquilo que conhecemos como homem foi feita por um jogo de acaso e competição. Somos seres complexos e ao mesmo tempo ínfimos diante do universo.
Somos resultados de milhares de associações moleculares de reações químicas que ocorrem simultaneamente e não nos damos conta. A respiração, que nos mantém vivo, é uma acepção de elétrons pelo oxigênio. A proteína do colágeno que mantém os dentes presos nos alvéolos ósseos, é trocada a cada semana. A epiderme que envolve o corpo é substituída a cada 30 dias. As células que revestem os intestinos são substituídas por similares a cada 5 dias. A cada associação, emerge uma qualidade de vida nova.(F.F.)

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