Só mesmo aqueles que se aproximam ou passaram dos 30 anos é que guardam alguma recordação sobre o walkman. Para quem é um pouco mais jovem, o que está registrado na lembrança é o discman - portátil que tocava CD em vez de K-7. Para os adolescentes, nenhum dos dois aparelhos não fazem o menor sentido. Estes surfam na onda dos mínusculos dispositivos eletrônicos que leem arquivos digitais e que têm capacidade para armazenar até milhares de músicas.
Diante de tamanha evolução e da miniaturização dos aparelhos portáteis, o walkman naturalmente foi naturalmente perdendo espaço nas prateleiras das lojas. A única chance de se deparar com os velhos tocadores de K-7 portáteis é garimpá-los em lojas de eletroeletrônicos que revendem usados. E mesmo assim, é bem difícil.
Em Londrina, a FOLHA percorreu alguns tradicionais pontos de venda eletroeletrônicos usados e só encontrou um modelo de walkman, de fabricação chinesa, na Multibazar Oriente, no centro. E pelo jeito o dono original tinha um especial carinho pelo walkman, porque ele ainda estava armazenado na caixa original e funcionava perfeitamente. Há 11 anos no ramo, o comerciante João Alves comentou que nem sabia como o aparelho tinha ido parar em sua prateleira. ''Acho que deve fazer alguns anos que ele está por aqui. Provavelmente, comprei junto com outras coisas.''
Alves disse que nunca entrou ninguém na loja procurando um walkman. ''Tinha uma época que ele era uma coqueluche, porque não havia outra alternativa. Mas agora já está sem mercado há alguns anos. Só interessa mesmo há algum colecionador ou outra coisa assim.'' E caso haja alguém interessado, o comerciante anuncia que o aparelho está a venda por R$ 25,00.

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