Soluções para efeito estufa são adiadas
France Presse
A comunidade internacional deu um novo passo na luta mundial contra o reaquecimento do planeta, o efeito estufa, mas adiou para o próximo ano a solução de assuntos pendentes, considerados mais difíceis. Este assunto foi tratado no mês passado, em Bonn, durante a Conferência da ONU sobre mudanças climáticas.
Não podia esperar que as grandes questões políticas fossem resolvidas aqui, disse em entrevista à imprensa o ministro alemão do Meio Ambiente, Juergen Trittin, para quem, apesar de tudo, houve progressos técnicos consequentes.
A Conferência da ONU teve como objetivo fixar as modalidades de aplicação do protocolo de Kyoto - negociado em 1997 - objeto de divergências, em particular entre Estados Unidos e a União Européia e entre países ricos e países pobres.
A Conferência de Bonn mostrou que a grande maioria dos países deseja que o protocolo comece a vigorar em 2002, afirmou Trittin. Ele se congratulou com o fato de a União Européia ter-se mostrado unida e do Japão, que tradicionalmente se alinha com as posições norte-americanas, ter defendido a entrada em vigor do protocolo de Kyoto em 2002.
Progredimos nos aspectos essenciais, afirmou o subsecretário de Estado norte-americano para o meio ambiente, Frank Loy.
As futuras regras do protocolo, que impõe apenas aos países desenvolvidos uma redução média de 5% de suas emissões de gases que reaquecem o planeta (em 2010 deverão voltar aos níveis de 1990), são vistas de forma controversa por Estados Unidos e União Européia.
Estas regras condicionam a ratificação do texto pelos grandes países, em particular pelos Estados Unidos, principal poluidor do planeta com 30% das emissões de gás carbônico, e sua entrada em vigor.
A maioria dos 174 países presentes, apesar das divergências, manifestaram à opinião pública mundial séria vontade de lutar contra o efeito estufa, e 60 anunciaram o desejo de que o protocolo de Kyoto entre em vigor em 2002, data simbólica porque marca o décimo aniversário do lançamento do processo, com a aprovação, no Rio de Janeiro, da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas.





