Para o diretor de Operações da Sercomtel, Flávio Borsato, a femtocélula poderá conferir mais competitividade às operadoras, cujo sinal, por um motivo ou outro, não consegue chegar à casa ou empresa de algumas pessoas. E sem sinal, a prestadora de serviços pode perder clientes para outras empresas.
O equipamento foi classificado pela resolução da Anatel como de radiação restrita, e por isso está isento da necessidade de licenciamento para instalação e funcionamento, assim como de pagamento de taxas como o do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), ao contrário das Estações Rádio-Base (ERBs). De acordo com Borsato, esta taxa gira em torno dos R$ 2 mil anuais. A femtocélula, entretanto, não substitui o uso das ERBs, cujo alcance é maior.
Além disso, os equipamentos de femtocélula são autoconfiguráveis e podem ser instalados pelo próprio usuário, reduzindo os custos operacionais das prestadoras de serviços. Com as novas definições, na visão do presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, a tendência é que as operadoras de telefonia passem a utilizar a femtocélula em todo o País. (M.F.C.)

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