"Gostaríamos de ter a solução para todos os tipos de ransomware", diz Fabio Assolini, da Kaspersky Lab. Hoje, há sete ferramentas à disposição das vítimas no site do "No More Ransom", sendo que algumas delas trazem a chave de criptografia de mais de uma família de ransomware. Isso não quer dizer, entretanto, que todos os tipos do malware já podem ser combatidos. Estima-se que mais de 120 famílias da ameaça já foram catalogadas.
Assolini explica que os grupos de criminosos virtuais estão cada vez mais profissionais, e a corrida pelo desenvolvimento de ferramentas para o combate ao ransomware ainda está a favor deles. A quantidade de malwares criados sem nenhuma falha está crescendo consideravelmente e os cibercriminosos estão guardando as chaves de criptografia em servidores localizados em países incomunicáveis e sem órgãos policiais que possam contribuir. Além disso, alguns deles guardam as chaves de criptografia da rede Thor, onde é mais difícil de se chegar.
De acordo com Bruno Zani, gerente de engenharia de sistemas da Intel Security, os criminosos virtuais costumam desenvolver esses malwares utilizando kits de desenvolvimento chamados de "exploit kits", gerando assim variações da ameaça oriundas de uma família já conhecida. "É muito fácil o criminoso mudar a variedade do malware (quando a anterior já se torna conhecida das ferramentas anti-malware)."
A adesão de cada vez mais países ao projeto "No More Ransom" também vai ajudar a desenvolver mais ferramentas de descriptografia gratuitas baseadas em chaves encontradas em servidores apreendidos em colaboração com as polícias locais. Hoje, cerca de 13 países fazem parte da cooperação. Brasil não está na lista porque, segundo as empresas de cibersegurança, ainda não há notícias de servidores utilizados por criminosos virtuais para armazenar chaves de criptografia em solo brasileiro. (M.F.C.)

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