Smartphones premium conquistam brasileiros
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quarta-feira, 03 de junho de 2015
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
A cada novo lançamento dos modelos mais desejados do mercado de smartphones, cria-se uma atmosfera de ansiedade. Consumidores formam filas em frente às lojas para garantirem o seu aparelho, não importa o valor. O iPhone 6, da Apple foi vendido a partir de R$ 3,5 mil e o iPhone 6 Plus de R$ 3,9 mil. O Galaxy S6 e o S6 Edge, da Samsung, por R$ 3,3 mil e R$ 4,3 mil, respectivamente. Diante deste cenário, as fabricantes investem no segmento de mercado chamado "premium", de aparelhos de alto valor agregado.
A Samsung divulgou semana passada uma pesquisa feita com 824 consumidores deste segmento no Brasil. Por "premium", a fabricante entende aparelhos de valores acima dos R$ 1,5 mil e tem como referência, hoje, o Galaxy S6 e o S6 Edge
Segundo a pesquisa, o consumidor "premium" é aquele que tem os smartphones "topo de linha", e que geralmente estão na base de usuários de planos pós-pagos. "Na divisão homem/ mulher, ambos os sexos compram na mesma proporção e são jovens (até 25 anos), adultos (de 26 a 35 anos) e maduros (de 36 para cima)", afirma Marcos Melo, diretor de planejamento de Inteligência de Mercado da Samsung.
O representante comercial Carlos Eduardo Tookuni é um desses usuários "premium". Ele conta que prefere comprar um aparelho que lhe proporcione toda a experiência que deseja, que economizar e adquirir um smartphone que limite suas atividades. "Prefiro ter um smartphone melhor para não ter que carregar notebook", diz Carlos Eduardo, que usa o smartphone para tarefas do trabalho e, nas horas livres, assiste vídeos e tira fotos pelo celular. Por isso, além de tela grande e processador bom, um smartphone para ele também precisa ter bastante espaço de memória e sistema de áudio e vídeo com desempenho satisfatórios.
Sábado passado, o último lançamento topo de linha de marca LG chegou às lojas: o LG G4. À noite, Carlos Eduardo já foi buscar o seu. O representante comercial já teve o antecessor da linha, o LG G3, e outros modelos da Apple.
Quando vai comprar o seu smartphone, mais da metade deste público exigente e de alto poder aquisitivo afirmou que um dos fatores decisivos para a escolha do aparelho é a marca (56%), mostrou a pesquisa da Samsung. Câmera fotográfica (25%) e processador (24%) vêm em seguida. O tamanho e a qualidade da tela e o design do aparelho também são considerados importantes para 18% dos entrevistados. Sistema operacional e duração da bateria foram outros fatores citados, com 13% cada.
Apesar de uma queda de vendas em unidades dos aparelhos da faixa "premium" de 2014 para 2015, este mercado ainda apresenta alto potencial no País, afirma Leonardo Munin, analista de pesquisas da IDC Brasil. A consultoria entende como "premium" os smartphones com valores acima de R$ 1 mil. Nesta categoria, ainda existem três divisões: a premium de entrada de R$ 1 mil a R$ 1.999 -, a premium intermediária de R$ 2 mil a R$ 2.999 e a premium alta acima de R$ 3 mil.
O segmento de smartphones premium perdeu espaço nestes últimos anos frente aos aparelhos intermediários de R$ 450 a R$ 999, contou Munin. "No ano passado, as fabricantes trouxeram muitas especificações dos smartphones premium para os intermediários. Isso fez com que a faixa premium perdesse espaço."
Em 2013, a proporção de smartphones da categoria premium vendidos no Brasil era de 30%. Em 2014, caiu para 19% e, no primeiro quadrimestre deste ano, já chegou a 16%. Em receita, porém, os números da categoria ainda têm representatividade, afirma o analista. Neste primeiro quadrimestre, os smartphones de mais de R$ 1 mil abocanham 30% da fatia da receita do setor.



