Assim como os telefones celulares convergiram para os smartphones, a tendência é que os televisores tornem-se smart TVs. Segundo pesquisas recentes, cerca de 20% dos televisores vendidos nos EUA já são ''inteligentes'' e 60% dos consumidores utilizam seus recursos pelo menos uma vez por semana. A estimativa é que até 123 milhões destes aparelhos estejam instalados no mundo até 2014. A expectativa é que as vendas neste segmento cresçam 35% nos próximos seis anos.
O mercado de lançamentos de televisores já foi invadido pelas smart TVs. Nas marcas Sony e LG, as smart na linha de TV já são maioria. Só na Sony, dos 26 modelos da linha, 22 têm funções dos seus televisores inteligentes. O que quer dizer que as fabricantes apostam mesmo na procura destes novos aparelhos pelo público consumidor.
''É um caminho sem volta. A smart TV vai fazer parte do consumo de mídia dos usuários'', opina Daniel Almeida, gerente de produtos da LG Electronics. ''É tranquilo dizer que as smart TVs vão crescer em volume nos próximos meses e anos e entrar na casa do brasileiro até a Copa e Olimpíadas'', completa.
No período de abril a julho deste ano, a Samsung vendeu mais de dois milhões de unidades das suas smart TVs. Para o gerente sênior de televisores da Samsung, Rafael Cintra, o apelo do acesso à internet é o que garante o sucesso do produto. ''No ano passado, a novidade era a TV 3D. Este ano, é a smart TV.''
O mercado das tevês inteligentes tanto está se expandindo que a Sony adquiriu uma postura diferente das concorrentes chamando-as de ''internet TV'' ao invés de ''smart TV''. A estratégia, de acordo com o gerente de Marketing da marca, Luciano Bottura, é atingir a classe C, ''a nova classe média brasileira'', inclusive com televisores a partir de R$ 1,299. Desta forma, a fabricante espera que o brasileiro entenda que a televisão chamada de smart TV nada mais é que um televisor com acesso à internet.
Sobre a representatividade da classe C na venda das internet TV, Bottura cita que o Brasil é o quinto país do mundo com maior número de conexões. Consequentemente, na sua visão, o brasileiro é consumidor em potencial das TVs com acesso à internet.
Em pesquisa rápida nos magazines da cidade, todas as maiores já trabalham com televisores deste conceito. O gerente de uma das lojas do Magazine Luíza, Gildoécio Mendes Nobrega, diz, no entanto, que o conceito ainda é pouco conhecido e, por enquanto, os clientes compram as smart TVs por causa do design agregado.

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