Sites negociam
até apartamento
Parece óbvio que no Brasil não há mercado para sustentar tantos sites de leilão virtual. Além da concorrência, um fator que distancia o sucesso do eBay dos similares nacionais é a cultura dos latinos, que, acostumados à inflação, não têm o hábito de comprar à distância e por catálogos.
Segundo Paulo Humberg, presidente do Lokau (antigo FreeLance), o Brasil, como o mundo inteiro, importou um modelo de sucesso mas ainda está na fase da aventura. Para ele, daqui a seis meses vai haver muito menos leilões virtuais do que hoje. ‘‘Com tanta concorrência, acredito que só um ou dois vão sobreviver’’, afirma.
Diante do boom do negócio, a única chance de ficar no mercado é investir pesado em marketing e na criatividade e qualidade dos serviços oferecidos. Na corrida pelo ouro, as últimas modas são fazer filantropia, promovendo vendas com renda destinada a instituições de caridade, e oferecer promoções de artigos novos, como produtos de informática, veículos e até imóveis.
O Mercado 21 lançou a promoção ‘‘Uma boa ação é sempre um bom negócio’’, no melhor estilo Hunger Site. A cada produto colocado em leilão, o site doará um quilo de alimento não perecível à Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria e pela Vida.
O recém-lançado Gibraltar oferece ‘‘o melhor preço do mercado brasileiro’’. ‘‘Vendemos hardware e software a preços de 15% a 25% mais baratos que o mercado’’ conta Dennis Herszkowicz, sócio do site.
Já o Mercado Livre, presente na Argentina e no México e novo no Brasil, vai vender flats nos Jardins, em São Paulo. Apoiado por grandes empresas americanas, o Mercado Livre recebeu US$ 7,6 milhões, que se somaram aos US$ 2,5 milhões aplicados inicialmente. (Agência O Globo)

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