Sites femininos estão em busca da fórmula perfeita
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de setembro de 2000
Agência Estado 
Chamavam-se As Cibernéticas. Arquitetas, analistas de sistemas, jornalistas, com 20, 40 anos de idade. Volta e meia, em suas conversas, falavam de que? Então resolveram entrar na Internet para pôr na berlinda o seu prato favorito: homens. Nasceu o Banheiro Feminino, um dos primeiros sites brasileiros feitos por elas e para elas.
Andrea Evora Cals, arquiteta, 35 anos corpo de 34, ela brinca é o geniozinho do site. Até alguns meses atrás fazia de tudo: bolava o conteúdo, redigia e cuidava da direção de arte. O Banheiro cresceu e agora Andrea tem uma equipe de 12 pessoas, incluindo colaboradores.
O site recebe 50 mil pageviews por dia e foi considerado pelo Ibest, o Oscar da Internet tupiniquim, o melhor site feminino de 2000. O sucesso tem segredo. Qual é? É falar de igual para igual e com muito bom-humor, o que acaba criando uma identificação instantânea, ela esclarece.
É um caminho. Mas há outros ainda não descobertos. Um dilema para os criadores de sites femininos que parecem não saber exatamente como chegar mais perto de seu público. O que está se fazendo é adaptar a mídia impressa ao universo da Internet. Não é o correto, alerta Beto Ribeiro, gerente de conteúdo do Americanas.com, que lançou o Mulher Atual. Ele mesmo ainda está procurando os ingredientes para preparar o prato ideal.
O nome, em princípio, não cai bem como título de produto editorial feminino: Obsidiana. Mas a justificativa dada por Sônia Dulá, presidente mundial do site, é razoável. Obsidiana é uma pedra de origem vulcânica. Simboliza a beleza, a sabedoria, a mudança, o amor e a coragem, ela explica.
Qualidades femininas, sem dúvida. O site é bem a cara das revistas impressas do gênero. Mas persegue um objetivo interessante: trabalhar em cima de tendências. Um dos projetos é uma TV dentro do site, o que deve aumentar os 4 milhões de pageviews alcançados mês passado, somente no Brail.


