Mario CesarSistema facilita trabalho do disk-jóquei, garantindo autonomia e a possibilidade de resolver falhas antecipadamenteAs rádios Folha FM e Igapó FM, do grupo Folha de Londrina, estão operando, desde dezembro, com o novo sistema computadorizado Audiovault de reprodução de músicas, comerciais e vinhetas. O equipamento, juntamente com o Processador Orban - que padroniza a altura e qualidade de som -, coloca as duas rádios londrinenses entre um seleto grupo, formado por apenas 17 rádios no Brasil, a operar com o que há de mais moderno na radiodifusão. A Folha e a Igapó são as primeiras do Sul do País a operar com o novo sistema.
O Audiovault, desenvolvido pela norte-americana Broadcast Eletronics (BE), é composto por placas profissionais para aúdio, que permitem que as duas rádios - ligadas no mesmo sistema - gravem todas as músicas, vinhetas, comerciais e efeitos sonoros em arquivos estanques. Operando com 9 gigabytes de memória RAM - que brevemente serão ampliados -, as rádios arquivam no sistema até mil músicas, sem contar as vinhetas e os comerciais.
‘‘Se levarmos em conta que uma rádio faz uma média de 336 execuções por dia, o sistema poderia tranquilamente receber programação e operar sozinho por três dias. Não fazemos isto porque não é a política das nossas rádios, já que queremos manter a maior parte ao vivo. Mas, se houvesse uma emergência, seria possível’’, diz Álvaro Ferreira, gerente de produção da Rádio Folha.
Sem stress e sem falhas Segundo Márcio Rocha, gerente de produção da Rádio Igapó, grande parte das rádios brasileiras opera com um sistema similar porém menos potente, que só arquiva os comerciais. ‘‘A maioria das grandes rádios já dispensou o uso da cartucheira (aparelho que recebe as fitas magnéticas onde são gravados os comerciais). Porém, gravando também o aúdio em arquivos, diminui o stress do locutor e as falhas técnicas, que chamamos de brancos. Ele não precisa mais ficar procurando o CD’’, explica.
Segundo ele, o rendimento no trabalho dos locutores/disc-jóqueis melhorou sensivelmente. ‘‘Com este sistema, o locutor tem mais tempo para ser comunicador’’, afirma. E Álvaro confirma: ‘‘A programação da Folha está mais leve e mais solta porque o stress diminuiu’’.
A grande vantagem do sistema, segundo eles, é que foi desenvolvido por uma empresa fabricante de sistemas de radiodifusão de renome internacional, a B.E, que tem mais de 30 anos de experiência no mercado mundial.
‘‘Não é um programa que foi desenvolvido pela indústria de software, mas por uma empresa que está sempre pesquisando produtos para melhorar a qualidade técnica do rádio. Então foi desenvolvido para um locutor, sabendo todas as dificuldades que precisa resolver rapidinho e necessidades que enfrenta no seu dia-dia-dia. Está tudo planejado ali’’, afirma Ferreira. Além disto, o locutor pode acompanhar tudo o que está acontecendo pelo monitor e antecipar qualquer problema. ‘‘O único requisito básico é manter uma atenção constante. Isto porque, como fazemos inserções a pedidos dos ouvintes, não fazemos a programação completa e deixamos espaços para encaixar músicas’’, explica.

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