O conceito de usabilidade tem que estar associado ao perfil do público-alvo que a empresa almeja. Afinal, o que pode ser fácil de usar para uma pessoa pode ser considerado difícil por outra, dependendo da finalidade do produto.
O analista financeiro Rodrigo Valente, por exemplo, comprou um smartphone da marca Blackberry e menos de um mês depois, com o aparelho ainda novo, trocou por um outro da Samsung, que vinha com a plataforma Android. Para Valente, que queria um smartphone para uso pessoal, o Blackberry tinha um perfil muito corporativo e difícil de usar no dia a dia. ''Principalmente para o uso da internet. Ele não é voltado ao público que tenho em comum, a pessoa física'', afirma.
Usuários tradicionais do Windows, Valente e a consultora de Marketing Marina Pinheiro compraram recentemente um iPad, da Apple. O tablet criado por Steve Jobs é considerado por muitos intuitivo, a ponto de ser usado por uma criança. ''Está tudo à mão em um toque. Com o dedo, consegue-se achar tudo o que precisa'', observa Valente, que hoje está aposentando o notebook com o sistema operacional de Bill Gates.
Marina, por outro lado, vendeu o tablet e considera seu celular Blackberry uma ótima ferramenta de trabalho. ''Eu prefiro mil vezes comprar um computador que já venha com o básico do Windows'', assinalou a consultora que, no iPad, achou muito complicado ter que baixar e instalar aplicativos adquiridos em uma loja virtual.(M.F.C.)

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