O shopping virtual é a melhor opção para o empreendedor que não tem condições de arcar com as despesas para a divulgação de sua loja no ciberespaço. Esta é a opinião de Jorge Carcavallo, diretor de projetos da Da Vinci New Media. Ele explica que o mecanismo é o mesmo de um shopping físico: o cliente vai em busca de uma marca já conhecida, passa por uma loja que não é muito famosa, sente-se atraído por um determinado produto ou por uma promoção, entra e acaba fechando negócio.
‘‘O segundo ponto que precisa estar claro é o valor agregado que o negócio na Internet vai trazer para a empresa. É muito comum vermos pequenas empresas fazerem investimentos que não se justificam e grandes corporações que não investem uma quantia proporcional ao potencial delas. Ou seja, antes de mais nada, é fundamental ter bom senso’’, afirma o diretor de projetos da Da Vinci New Media.
Dalmo de Lucena, dono da MontSerrat, uma empresa que fabrica brindes para eventos, seguiu, sem saber, as recomendações dos especialistas de mercado. Há dez anos fabricando os produtos da MontSerrat, Lucena resolveu em 1997 investir nos recursos do ciberespaço. Nessa época, ele começou a se interessar pelo marketing que a IBM estava fazendo em torno do conceito ‘‘e-business’’.
‘‘Entrei em contato com a IBM para saber como eu poderia levar meu empreendimento para a rede e criar um catálogo eletrônico’’, conta Lucena. Com um investimento de R$ 3 mil, a MontSerrat montou, com a ajuda da BRQ, parceira da IBM, um catálogo eletrônico, que pode ser acessado no site http://mypage.ihost.com/montserrat. Lucena ficou satisfeito com o resultado e conta que ainda está buscando modalidades de divulgação com seus clientes.
Wilson Cruz, especialista de Marketing de Serviços Internet da IBM, diz que a Grande Azul resolveu criar o ‘‘HomePage Creator for e-business’’ por estar ciente de que existe um grupo de empresas que não vai conseguir usar ferramentas mais elaboradas para a manutenção de um site. Cruz explica que o serviço dará aos integrantes dos setores ‘‘Small Business’’ (pequenos negócios) e ‘‘Very Small Business’’ (microempresas) a chance de entender como funciona uma loja na Internet e testar a receptividade deste tipo de negócio sem ter que pôr em risco um grande investimento. ‘‘Mas é preciso lembrar que o sucesso de um estabelecimento virtual também depende do marketing’’, comenta Cruz.
De acordo com a IBM, no Brasil o HomePage Creator tem 20 usuários que já estão pagando pelo serviço, pois pode-se montar uma homepage e mantê-la no host da IBM sem pagar nada por um período de 30 dias. A página de instruções em português deverá estar no ar em junho.
O projeto mais barato, que custa R$ 40,00 por mês, dá direito a 3Mb. Para montar um catálogo, a menor mensalidade é R$ 60,00. Neste caso, o cliente tem direito a incluir até 12 itens. A partir deste plano, o cliente conta com hospedagem, suporte em português, e-mail para se comunicar com os visitantes da página e dez horas mensais para atualizações.

mockup