Serpro usa tecnologia "anti DDoS"
Para evitar que nestas invasões o criminoso tenha acesso a dados importantes, o delegado do Nuciber, Demetrius Oliveira, orienta não deixar estes dados disponíveis no computador em que está hospedado o site. Manter a linguagem de programação atualizada, antivírus nas estações de trabalho e nos servidores e utilizar técnicas de programação com criptografia são outras atitudes que, segundo o diretor do Departamento de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Londrina, Edvaldo Oliveira, são necessárias para manter íntegros os sites da prefeitura.
O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que administra sites importantes como da Receita Federal e Ministério da Fazenda, investe em infraestrutura para conter ataques, afirma José Olympio de Castro, gerente do Departamento Corporativo de Segurança da Informação do Serpro. Um dos recursos utilizados atualmente é o "anti DDoS", que consiste em um aparelho projetado para "aprender" sobre o tráfego normal de rede e executar ações de bloqueio caso seja detectado um tráfego anômalo.
Mas mitigar ataques, na sua visão, começa pela formação de uma equipe especializada e dedicada à segurança da informação para trabalhar de forma preventiva e para que a resposta a incidentes se dê de forma mais rápida. A FOLHA também tentou contato com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), que administra os sites dos órgãos públicos do Estado, para falar sobre o assunto, mas não conseguiu entrevista. (M.F.C.)





