Sem água e cheia de crateras
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de outubro de 1997
Iara Lessa 
Antes da descoberta do telescópio as pessoas acreditavam que a Lua, com seus pontos brilhantes e suas sombras, era habitada por diversas pessoas, que acabaram sendo batizadas de homens da lua. Foi somente depois que Galileo Galilei (1564-1652) construiu um telescópio, em 1609, que o homem pode ver, com certa clareza, sua irregular superfície.
Galileo viu, pela primeira vez, cadeias montanhosas e crateras e não pequeninos homens trabalhando feito formigas. O cientista, perseguido pelo clero, ainda viu sombras, onde achou que fossem mares de água, mas, como provou-se mais tarde, ele estava enganado, não há água na Lua.
Muitas teorias dão conta da formação das crateras no satélite, a mais aceita pela comunidade científica, mostra que os diversos meteoritos que atingem a superfície lunar acabam absorvidos ou consumidos por essa mesma superfície, criando assim as crateras. Como há diversas pequenas crateras que circudam as grandes, os cientistas acreditam que o material do choque (esses corpos celestes que atingem a Lua) ricocheteiam e formam outros pequenos buracos, até que vão perdendo sua força e, depois de um tempo, são congelados e cobertos de poeira, transformando-se, com o passar de milhares de anos, em rochas.
Na Lua há também crateras de origem vulcânicas, que provavelmente foram formadas devido a porções de superfícies que foram forçadas para cima por rochas derretidas e gases encontrados no interior da Lua. Essas crateras de origem vulcânicas são sinais de que a Lua teve um dia uma região interna muito quente e ativa, que foram, ocasionalmente, lançadas para a superfície.
O que se sabe de concreto e que de certa forma reforça essa teoria, é que a face da Lua mais próxima da Terra possui muitas crateras vulcânicas (talvez a Terra tenha protegido essa face da Lua como um escudo e a força da gravidade de nosso planeta tenha puxado a lava para a superfície), e que o lado mais distante da terra, também conhecido como Lado Oculto, sofreu mais choques externos.(I.L.)


